A derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias, na disputa por uma vaga no Supremo Tribunal Federal elevou a temperatura na relação entre o Palácio do Planalto e o Senado Federal.
Dias após a rejeição do nome do ministro, uma ala do governo e integrantes de partidos do Centrão passaram a defender “água na fervura” e a articular uma conversa entre o presidente Lula e o chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Um dos articuladores da indicação de Messias, o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, tem mantido conversas telefônicas com Alcolumbre e defendido uma reaproximação entre o Senado e o Palácio do Planalto.
Otto conversou ao menos duas vezes com o chefe do Senado sobre a necessidade de apaziguar a relação com o governo e reforçar o diálogo institucional. O presidente da CCJ teria recebido sinais positivos de Alcolumbre.
O senador tem mantido conversas com o presidente Lula sobre a questão.
À coluna, na quarta-feira (6/5), Otto defendeu a importância do entendimento entre as instituições. Segundo ele, governo e Congresso precisam atuar juntos na aprovação de pautas relevantes.
“Minha posição nunca será outra. Enquanto alguns vão com balde de gasolina, eu prefiro levar água fria. É preciso ter consciência de que os Poderes precisam caminhar com entendimento para que o Brasil avance. O presidente também sabe que depende das duas Casas para aprovar pautas como a PEC da segurança e o fim da escala 6×1”, concluiu.
A derrota de Messias
A rejeição de Jorge Messias no Senado, no dia 29 de março, representou uma derrota histórica para o governo federal e expôs dificuldades na articulação entre o Palácio do Planalto e parte da Casa Alta.
A derrota do indicado de Lula é atribuída à resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, à sua nomeação.




