A derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias, na disputa por uma vaga no Supremo Tribunal Federal elevou a temperatura na relação entre o Palácio do Planalto e o Senado Federal.

Dias após a rejeição do nome do ministro, uma ala do governo e integrantes de partidos do Centrão passaram a defender “água na fervura” e a articular uma conversa entre o presidente Lula e o chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA)
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O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA)

Roque de Sá/Agência Senado

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Presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
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Presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

Vinicius Schmidt/ Metrópoles

Jaques Wagner e Davi Alcolumbre
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Jaques Wagner e Davi Alcolumbre

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Um dos articuladores da indicação de Messias, o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, tem mantido conversas telefônicas com Alcolumbre e defendido uma reaproximação entre o Senado e o Palácio do Planalto.

Otto conversou ao menos duas vezes com o chefe do Senado sobre a necessidade de apaziguar a relação com o governo e reforçar o diálogo institucional. O presidente da CCJ teria recebido sinais positivos de Alcolumbre.

O senador tem mantido conversas com o presidente Lula sobre a questão.

À coluna, na quarta-feira (6/5), Otto defendeu a importância do entendimento entre as instituições. Segundo ele, governo e Congresso precisam atuar juntos na aprovação de pautas relevantes.

“Minha posição nunca será outra. Enquanto alguns vão com balde de gasolina, eu prefiro levar água fria. É preciso ter consciência de que os Poderes precisam caminhar com entendimento para que o Brasil avance. O presidente também sabe que depende das duas Casas para aprovar pautas como a PEC da segurança e o fim da escala 6×1”, concluiu.

A derrota de Messias

A rejeição de Jorge Messias no Senado, no dia 29 de março, representou uma derrota histórica para o governo federal e expôs dificuldades na articulação entre o Palácio do Planalto e parte da Casa Alta.

A derrota do indicado de Lula é atribuída à resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, à sua nomeação.

 



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