O ator Wagner Moura fez declarações impactantes sobre autoritarismo, injustiça e o clima sociopolítico nos Estados Unidos. Enquanto divulga o filme O Agente Secreto, indicado a quatro categorias no Oscar, o ator comentou sobre a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e as situações vividas pelos latinos nos EUA.

Moura, que vive em Los Angeles com a esposa, a fotógrafa Sandra Delgado, e os três filhos, comentou que a tensão entre Estado e cidadãos nos EUA o preocupa pessoalmente. Em entrevista ao El País, ele comentou que tem medo da ação do ICE e teme a reação que pode ter ao se deparar com cenas dos agentes.

Wagner Moura faz forte declaração sobre o ICE: “Podem matar” - destaque galeria

Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto
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Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto

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Wagner Moura e Pedro Pascal viraram amigos após a série Narcos, da Netflix
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Wagner Moura e Pedro Pascal viraram amigos após a série Narcos, da Netflix

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Wagner Moura e o filho
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Wagner Moura e o filho

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Wagner Moura em O Agente Secreto
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Wagner Moura em O Agente Secreto

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Wagner Moura ganhou como Melhor Ator de Drama no Globo de Ouro 2026
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Wagner Moura ganhou como Melhor Ator de Drama no Globo de Ouro 2026

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O ator Wagner Moura no filme "O Agente Secreto"
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O ator Wagner Moura no filme “O Agente Secreto”

Reprodução/O Agente Secreto

“Estamos passando por um momento realmente difícil. Até eu tenho medo de me deparar com o ICE. Digo isso porque reajo de forma explosiva quando vejo injustiça ou autoritarismo. E agora não sei se conseguiria, porque aqueles desgraçados podem matar, como vimos”, afirmou o ator brasileiro.

Wagner pontuou também que esse medo tem impactado várias pessoas que ele conhece nos EUA. “Conheço muitos latinos que estão escondidos em casa, sem levar os filhos à escola. Vivemos tempos muito tristes.”

O ator usou a experiência pessoal para comentar sobre padrões que enxerga também em outros países. Ele traçou paralelos entre o Brasil recente e os EUA, citando a reação democrática brasileira após o governo Bolsonaro e lembrando como regimes autoritários tendem a atacar artistas, jornalistas e intelectuais:

“É curioso como os mesmos padrões que ocorreram no Brasil estão se repetindo. Por exemplo, demonizando atores, artistas, jornalistas e universidades. A extrema direita no Brasil foi muito eficaz em transformar artistas brasileiros em inimigos do povo aos olhos do público, com a retórica de que essas pessoas vivem às custas do dinheiro público. Ou como conseguiram fazer a verdade desaparecer”, frisou.



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