Kristof destaca que “não há provas de que os líderes israelenses ordenem estupros”. “Mas, nos últimos anos, eles construíram um aparato de segurança no qual a violência sexual se tornou, como afirmou um relatório da ONU no ano passado, um dos ‘procedimentos operacionais padrão’ de Israel e ‘um elemento importante no tratamento cruel dado aos palestinos’”, acrescenta o autor do artigo.

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O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou as acusações logo após a publicação da reportagem, alegando que Kristof se baseou em “fontes não verificadas ligadas a redes relacionadas ao Hamas“. A pasta também acusou o jornal de ter escolhido deliberadamente a data da publicação para “minar” a divulgação de um relatório israelense independente que acusa o Hamas e outros grupos palestinos de usar violência sexual sistemática como arma contra os reféns sequestrados no ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

Resposta

O New York Times ainda não comentou oficialmente a ameaça de processo, algo que está acostumado a receber do principal aliado de Netanyahu, Donald Trump — o presidente dos Estados Unidos já abriu queixas contra a publicação duas vezes na Justiça. No entanto, em comunicado divulgado na quarta-feira, um porta-voz do jornal defendeu o trabalho publicado.

Os relatos dos 14 homens e mulheres entrevistados por Kristof foram corroborados com outras testemunhas, quando possível, e com pessoas em quem as vítimas confiaram, incluindo familiares e advogados”, escreveu o porta-voz do jornal, Charlie Stadtlander, acrescentando que “os detalhes foram extensivamente verificados”.

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As Nações Unidas e grupos de direitos humanos já afirmaram ter documentado violência sexual cometida tanto por Israel quanto pelo Hamas desde o início do conflito em Gaza.



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