O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) divulgado nesta quinta-feira (14) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que a confiança dos industriais melhorou em maio. O indicador subiu dois pontos em relação a abril, atingindo a marca de 47,2.

O otimismo em relação à economia brasileira interrompeu uma sequência de três meses consecutivos de queda no índice que ouve empresários ligados à indústria no país.

Mesmo assim, a melhora no sentimento econômico não foi suficiente para elevar o nível para o “patamar de confiança”, o qual é registrado quando o Icei passa a marca de 50 pontos – acima desse número a indústria se considera “confiante”, abaixo “sem confiança” e em 50 é observada “neutralidade”.

Maio foi o 17º mês consecutivo no qual o índice fica abaixo dos 50 pontos, o que indica uma tendência de incertezas do setor industrial a respeito da atividade econômica.

De acordo com a CNI, a alta no indicador, apesar de representar mais confiança neste momento do ano, não é suficiente para garantir que haverá tendência de melhora constante no sentimento do empresariado.

É cedo para projetar se essa alta vai reverter o movimento de queda que vinha ocorrendo, trazendo novas altas do otimismo capazes até de levar, novamente, o empresário para o campo da confiança”, disse, em nota, Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI.

Expectativas

O Icei é calculado a partir de dois componentes analisados pela CNI junto aos empresários: o índice de condições atuais e o de expectativas futuras.

O indicador sobre as condições atuais – que questiona a indústria sobre o momento atual em relação a seis meses atrás – chegou a 42,9 pontos (alta de 2,4 comparado a abril).

Já o patamar de expectativas futuras – que projeta a economia para os próximos seis meses – atingiu 49,3 pontos em maio (alta de 1,7 sobre abril).

Segundo a CNI, os dois elementos do Icei indicam sensação de “piora no atual momento” e “neutralidade em relação ao futuro”, pois os índices seguiram abaixo e muito próximos dos 50 pontos.

*Sob supervisão de João Nakamura



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