O humorista Fábio Porchat, considerado persona non grata por deputados do PL do Conselho de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira, 13, utilizou as redes sociais para compartilhar sua reação com a notícia.

Em um vídeo totalmente irônico, Porchat aparece em lágrimas, como se tivesse emocionado por receber o título. “Eu tenho mais de 20 anos de carreira, já ganhei prêmios, mas nunca imaginei que chegaria nesse lugar: um deputado chateado comigo é um negócio que enche meu peito de orgulho”, diz o comediante.

Nas redes, o deputado Rodrigo Amorim (PL) justificou o projeto em 1º de maio, quando compartilhou um vídeo que contrastava falas de Juliano Cazarré a queixas de Porchat sobre os valores cristãos e a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na visão do deputado, Cazarré apoia a liberdade de expressão e o comediante, não. O texto do projeto diz: “O escárnio manifestado pelo referido humorista, em tom de deboche, não apenas atinge a honra do ex-presidente e de seus apoiadores, mas também despreza a liturgia do cargo e os valores democráticos que sustentam a nação”.

Ainda no vídeo de Porchat, ele relembra nome de criminosos que nunca receberam o título de persona non grata, como a ex-deputada federal Flordelis, que assassinou o marido, Anderson do Carmo de Souza, em 2019, e os irmãos Brazão, acusados de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL), em 2018.  “Agradeço ao Porta dos Fundos, meu pai, minha mãe, mas principalmente aos deputados que podiam estar debatendo a segurança pública do Rio, quem vai ser o governador, podiam ir atrás de milícia e de levar saneamento básico para as comunidades, mas eles estão pensando em mim. Isso não é pra qualquer um”, ironiza Porchat. 

O termo “persona non grata”, afinal, significa “pessoa não agradável” em latim e é mais comum nas relações internacionais. Com ele, países podem indicar que certos representantes oficiais estrangeiros não têm permissão para adentrar seu território. Como Porchat é brasileiro, vive dentro do país e não exerce a diplomacia, ser chamado de “persona non grata” só pode afetá-lo moralmente.

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