O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue com ameaças sobre o Irã e endurece seu discurso sobre uma possível operação militar no país. A retórica do republicano reacende o alerta para o alcance da presença militar norte-americana no Oriente Médio. Distribuídas por mais de uma dezena de países, as bases dos EUA deixaram de ser apenas um instrumento de dissuasão e passaram a integrar o centro do cálculo estratégico de uma possível escalada regional.

Segundo análises do Conselho de Relações Exteriores (CFR), mais de 40 mil soldados norte-americanos estão atualmente posicionados na região.

Parte desse contingente atua em bases terrestres permanentes, enquanto outra parcela opera a partir de navios de guerra distribuídos pelo Golfo Pérsico, mar Vermelho e mar Arábico.

O tema ganhou novo peso após Trump afirmar que os Estados Unidos podem reagir de forma “muito enérgica” caso o regime iraniano avance tanto na repressão aos protestos internos quanto na recusa em negociar limitações ao seu programa nuclear.

Recentemente, Washington reforçou o cerco militar com o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln, escoltado por destróieres, cruzadores e jatos de combate.


Onde estão as bases americanas

Os Estados Unidos mantêm instalações militares permanentes em ao menos 10 países do Oriente Médio:

  • Bahrein
  • Egito
  • Iraque
  • Israel
  • Jordânia
  • Kuwait
  • Catar
  • Arábia Saudita
  • Síria
  • Emirados Árabes Unidos

Além dessas, há bases operadas formalmente por aliados — como Turquia, Chipre, Djibuti e Omã — que contam com presença constante de tropas norte-americanas. No total, são cerca de 30 bases espalhadas pela região e áreas vizinhas.


Distribuição de bases e tropas dos EUA no Oriente Médio ajuda a explicar os riscos de uma escalada após novas ameaças de Washington a Teerã

A pressão entre as potências aumentou após o governo iraniano confirmar execuções ligadas às manifestações que sacodem o país há semanas.

Trump reagiu afirmando que Washington não toleraria novos enforcamentos e recomendou que cidadãos americanos deixem o Irã imediatamente.

Al Udeid: o coração da operação

A principal base aérea dos EUA no Oriente Médio é Al Udeid, no Catar. O local abriga um quartel-general avançado do Comando Central americano (Centcom) e concentra cerca de 10 mil soldados.

A base foi fundamental para operações no Iraque, na Síria e no Afeganistão e também é utilizada por forças do Reino Unido e da Austrália, funcionando como um dos principais centros de comando e logística da região.

Iraque e Síria: herança de guerras passadas

No Iraque, os Estados Unidos chegaram a manter até 160 mil soldados durante a ocupação entre 2003 e 2011. Atualmente, o contingente é de cerca de 2,5 mil militares, concentrados nas bases de Al Asad e Erbil, como parte da coalizão contra o Estado Islâmico.

Na Síria, Washington mantém aproximadamente 2 mil soldados. Em meio a uma revisão estratégica, o governo americano reduziu recentemente o número de bases no país, passando de oito para apenas uma.

Bahrein, Kuwait e Emirados

O Bahrein abriga a sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA, responsável por operações no Golfo Pérsico, no mar Vermelho e no mar Arábico. Cerca de 9 mil militares estão estacionados no país.

Já o Kuwait funciona como um dos principais eixos logísticos da presença norte-americana, com cerca de 13,5 mil soldados distribuídos entre o Acampamento Arifjan e a base aérea Ali al-Salem.

Nos Emirados Árabes Unidos, a base aérea de Al Dhafra é estratégica para missões de vigilância e coleta de inteligência, operando aeronaves tripuladas e drones como o MQ-9 Reaper.



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