O lateral-direito Wesley, ex-Flamengo e atual jogador da Roma, da Itália, foi cortado da Seleção Brasileira após se lesionar no amistoso contra o Egito, na noite de sábado (6), e não jogará mais a Copa do Mundo. O jovem, de 22 anos, sofreu uma contusão grau três no músculo adutor (na parte interna) da coxa esquerda. 

Após ser substituído com dores e chorar no banco de reservas, o lateral passou por exame de imagem e teve constatada a lesão muscular, umas das mais recorrentes em atletas de futebol. A recuperação do jogador pode durar de oito a 12 semanas.

Porém, o que mais falta para Wesley é tempo, já que o Brasil estreia na Copa daqui cinco dias.

Entenda a lesão muscular

Lesões musculares como a de Wesley são divididas em três níveis ou graus: 

  • No primeiro, a ruptura não é visível a olho nu, mas pode ser detectada pela ressonância magnética e tem tempo de recuperação de duas a quatro semanas; 
  • Já no segundo, há uma ruptura parcial das fibras que compõem o músculo. Aqui, o comprometimento chega a ser visível. A lesão é considerada mais grave e o tempo para voltar a estar apto pode variar entre quatro e oito semanas; 
  • O terceiro grau é o rompimento total das fibras do músculo. A lesão de alto grau de gravidade pode deixar o jogador de futebol afastado dos gramados de oito a 12 semanas.  

Ao analisar o momento em que Wesley se machuca, é possível ver que o jogador estica a perna, faz um cruzamento na área, e imediatamente sente o que seria chamado de “fisgada”. Nesse momento, ele tenta continuar na partida, mas já não consegue.

De acordo com o médico e traumatologista do esporte, Bruno Canizares, os adutores são “extremamente responsáveis pelas mudança de direção, aceleração e desaceleração, que são movimentos essenciais para a posição de Wesley. A lesão de grau três é muito significativa. Ela vai pesar muito, porque o atleta não precisa só voltar a andar, ele precisa recuperar toda força, potência e confiança que ele tinha”.

Além disso, o profissional da saúde indica que não se deve apressar o retorno às atividades. Caso isso aconteça, o risco de uma nova lesão no mesmo local ou até o comprometimento de outras regiões é muito grande. 

Na fase inicial de recuperação, segundo o Dr. Canizares, é necessário o controle da dor e do inchaço, além da realização de fisioterapia para mobilidade. Já os próxmos passos contam com fortalecimento da musculatura, mas somente no estágio final que Wesley poderá voltar ao campo para realizar atividades de “gesto específico”. 

Para a vaga de Wesley, uma das principais peças do esquema de Carlo Ancelotti, o técnico da Seleção chamou o meio-campista Éderson, jogador da Atalanta, também da itália.  A posição da lateral-direita, que antes estava quase certa, agora se tornou uma incógnita.

O Brasil estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, no próximo sábado (13), às 19h do horário de Brasília. A partida ocorre em Nova Jersey, nos Estados Unidos. 



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