A suspensão da pesquida da AtlasIntel, por decisão liminar do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é vista como uma medida que irá “estancar” pesquisas enviesadas por integrantes da equipe de pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Para o entorno do senador e pré-candidato do PL, a pesquisa teria induzido a resposta dos eleitores ao divulgar o áudio enviado por Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, cobrando dinheiro para suposto uso na cinebiografia Dark Horse, de Jair Bolsonaro.

A decisão do TSE, que atendeu a um pedido do PL, deve constranger novas pesquisas consideradas enviesadas pela equipe de Flávio, segundo os aliados do parlamentar.

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, nega que o resultado do levantamento tenha sido contaminado.

“Foi uma coleta complementar à pesquisa principal. Portanto, não houve nenhum tipo de contágio sobre o questionário, sobre os resultados que a gente vem vendo”, disse o CEO da empresa de pesquisas.

“Quando você tem uma polarização política muito forte e opiniões muito cristalizadas, há uma resistência clara de aceitar um fato negativo”, acrescentou Roman.

Na ocasião, Flávio caiu seis pontos na pesquisa AtlasIntel e Lula abriu uma diferença de sete pontos. Antes, Lula e Flávio estavam empatados tecnicamente.



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