
Xuxa mostrou o resultado de um transplante capilar feito há pouco mais de um ano e falou sobre a decisão de realizar o procedimento recentemente. Ela faz parte de um grupo cada vez maior de personalidades que realizaram tal intervenção. “Nos últimos anos, o transplante capilar deixou de ser um assunto restrito e passou a ocupar espaço nas redes sociais e na mídia. As técnicas avançaram proporcionando resultados mais naturais e um período de recuperação mais tranquilo, fatores que impulsionaram o interesse. Além disso, a normalização do tema por figuras públicas contribui para reduzir o estigma em torno da calvície e do próprio procedimento”, diz o médico Marcelo Nogueira, referência em transplantes capilares sem raspagem no Brasil. “Basicamente, o procedimento consiste na retirada de unidades foliculares (raízes dos cabelos) do paciente de uma região, chamada de área doadora, para serem transplantadas em outra”, detalha.
Segundo o médico, apesar dos homens serem os principais afetados pela alopecia androgenética, o transplante capilar não é indicado apenas para esse público. “Além de homens com alopecia androgenética, mulheres com a condição também se beneficiam do transplante capilar. Além disso, o procedimento também pode ser indicado para restaurar e/ou aumentar a densidade capilar de outras áreas, como barba e sobrancelhas, e para reduzir o tamanho da testa, por exemplo”, diz o médico.
O transplante capilar é um procedimento seguro quando o paciente realiza os exames laboratoriais necessários e há liberação médica para a cirurgia. Com exames adequados e sendo realizado em ambiente cirúrgico apropriado, o procedimento apresenta risco muito baixo de rejeição, desde que a região da área receptora seja bem avaliada previamente pelo médico. “Isso ocorre porque as unidades foliculares utilizadas são do próprio paciente, e a segurança depende de uma avaliação criteriosa e da correta execução do procedimento. Além disso, os fios transplantados não carregam a genética da calvície, o que traz resultados extremamente duradouros. Ainda assim, como a calvície não tem cura, apenas controle, é fundamental manter o tratamento clínico em paralelo para evitar que os fios não transplantados (ou nativos) continuem a sofrer os efeitos da alopecia, prejudicando assim o resultado e a aparência”, afirma.