Integrantes da indústria pleitearam ao presidente Lula e a membros do governo medidas para acabar com a burocracia em concessões para a liberação de obras no país.
O chefe do Executivo esteve junto com alguns ministros nesta terça-feira (19) na abertura do o Encontro Internacional da Indústria da Construção, da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), em São Paulo.
A CNN apurou que, entre os assuntos tratados, o setor de construção queixa-se da demora para avaliação de algumas agências reguladoras, como a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico).
No entendimento de integrantes do setor, o trabalho de análise feito geralmente em um mês poderia ser reduzido para uma semana.
Além disso, também destacaram a demora para o alvará de construção das prefeituras, para a aprovação do projeto de segurança do Corpo de Bombeiros e para a obtenção da licença ambiental.
Durante a abertura do evento, integrantes do governo manifestaram apoio aos apontamentos.
“Podemos incluir na discussão as concessionárias de serviços. Não é possível que o tempo de liberação de uma obra seja maior que o tempo de construção dela. Não é possível que o tempo de liberação do alvará construntivo seja maior que a própria realização da obra”, afirmou o atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Lula criticou a “burocracia” para construir moradias no país e se comprometeu a “destravar” o financiamento para a compra de materiais de construção, que acabaram encarecendo em consequência da guerra entre Irã e Estados Unidos.
“Nós colocamos R$ 30 bilhões para ajudar na reforma de casa e alguma coisa está emperrando. Eu vou adivinhar aqui, vou chutar: é a burocracia. Posso dizer sem conhecer a fundo que é a burocracia que está emperrando o financiamento”, declarou o presidente.
Durante o evento, Lula elogiou os números divulgados pela Caixa Econômica Federal de investimentos no setor de construção, mas cobrou o presidente do banco, Carlos Vieira, para que lhe encaminhe medidas na próxima semana para viabilizar o financiamento em questão.
“Não é possível a quantidade de pessoas que querem fazer um ‘puxadinho’, uma garagem, um quarto, aumentar o banheiro, quer fazer uma churrasqueira e não consegue pegar esse dinheiro. Eu sou daqueles que acham que se tiver dinheiro circulando, acabam os problemas do país. Se não tiver dinheiro circulando, vamos ter problema a vida inteira”, disse.