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Como VEJA antecipou, o rosa voltou a flutuar sobre a moda como fragrância de perfume francês. Em Cannes, entre o brilho do Mediterrâneo e os flashes incessantes, a cor dominou o tapete vermelho em uma versão mais elegante, cinematográfica e cheia de volume.
O momento mais comentado veio com Demi Moore (claro, sempre ela) que apareceu envolta em um vestido rosa de proporções monumentais da Matières Fécales, daqueles que ocupam o ambiente inteiro (lindamente contrariando o polêmico código de vestimenta do festival francês que proibia volumes exagerados). Dramático sem ser óbvio, o look misturava romantismo e imponência — exatamente a direção que a moda vem tomando nesta temporada.
Mas ela não foi a única. O festival virou uma espécie de manifesto involuntário do novo rosa: tons blush, chá e ballet pink apareceram em saias amplas e tecidos fluidos. Em vez da sensualidade agressiva ou do visual plástico do auge Barbiecore, Cannes mostrou um rosa mais silencioso, sofisticado e emocional.
A mudança já vinha sendo percebida nas passarelas internacionais, mas o tapete vermelho costuma funcionar como termômetro definitivo da moda. E Cannes confirmou: a cor vem fortíssima, só que agora menos caricata e muito mais refinada. O rosa deixa de ser fantasia pop para recuperar algo de alta-costura clássica — quase como os figurinos exuberantes do velho cinema de Hollywood.
Talvez por isso esses looks funcionem tão bem na Riviera francesa. Há algo de profundamente cinematográfico em tecidos rosados esvoaçando ao vento, entre escadarias, joias e luz dourada do fim de tarde. Em Cannes, o rosa não apareceu como tendência passageira e sim como estado de espírito.
Veja os looks:






