
A startup brasileira Guarda Digital anunciou o lançamento de uma plataforma voltada ao armazenamento de documentos, senhas, ativos digitais e instruções pessoais para familiares em caso de morte. O serviço chega ao mercado neste mês de maio e combina funcionalidades de cofre digital com planejamento de legado e organização patrimonial.
Segundo a empresa, a plataforma permite que o usuário defina guardiões e beneficiários responsáveis por acessar conteúdos previamente autorizados, como documentos, mensagens pessoais e orientações funerárias. A arquitetura utiliza um sistema de fragmentação de chaves criptográficas para evitar que uma única parte tenha acesso integral às informações armazenadas.
O lançamento ocorre em meio à discussão sobre herança digital no Brasil. O Projeto de Lei 4/2025, em tramitação no Senado, prevê a inclusão de dispositivos específicos sobre direito civil digital no Código Civil, reconhecendo bens digitais — como contas em redes sociais e arquivos com valor econômico — como parte da herança.
O serviço da startup foi criado a partir da experiência pessoal do fundador Sidney Pedrotti, que enfrentou dificuldades para organizar questões administrativas e acessar contas digitais após a morte da mãe, em 2020. Além do armazenamento de documentos e senhas, a empresa desenvolve um módulo de planejamento póstumo para reunir informações financeiras, documentos jurídicos, instruções sobre contas digitais e mensagens pessoais destinadas à família. A infraestrutura do serviço opera em nuvem na Microsoft Azure, segundo a companhia.