A decisão da China de renovar por mais cinco anos os registros de frigoríficos norte-americanos habilitados e autorizar novos estabelecimentos a exportar carne bovina deve provocar mudanças estratégicas no mercado global de proteínas com possíveis reflexos para o Brasil, atualmente o principal fornecedor aos chineses.

Após a viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump à China, o governo chinês anunciou a renovação da habilitação de mais de 400 frigoríficos norte-americanos para exportação de carne bovina ao mercado local, além da autorização de outros 77 estabelecimentos, enquanto apenas 38 plantas ficaram de fora do processo de revalidação.

Segundo o analista de mercado, Rodrigo Costa, o movimento ocorre logo após a aproximação diplomática entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping e passou a ser interpretado pelo mercado internacional como um sinal de distensão dentro da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O analista destaca ainda que a decisão marca uma mudança relevante em relação ao cenário do ano anterior, quando Pequim endureceu as barreiras comerciais e sanitárias contra os Estados Unidos em resposta ao tarifaço adotado pela administração Trump. Naquele período, a China deixou de renovar o registro de cerca de 390 frigoríficos norte-americanos, o que praticamente paralisou os embarques de carne bovina dos Estados Unidos para o país asiático.

Rodrigo Costa aponta que, em janeiro de 2026, as exportações americanas de carne bovina para a China registraram queda de 94% em volume e 97% em valor na comparação anual. “O vazio deixado pelos americanos acabou sendo rapidamente ocupado pelos exportadores sul-americanos, especialmente o Brasil, que consolidou ainda mais sua posição como principal fornecedor de carne bovina aos chineses”, afirmou em entrevista à CNN Agro.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *