
Ler Resumo
A construção de um viaduto em Guangyuan, no sudoeste da China, chamou a atenção nas redes sociais ao levar somente 24 horas para erguer a estrutura de 2,5 toneladas. Compartilhado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, no dia 18 de abril, a velocidade da operação de engenharia já soma mais de 41 mil visualizações no X (antigo Twitter), com comentários elogiando o feito.
“Uma ponte antiga de 650 toneladas removida, uma nova de 2.500 toneladas instalada — sob uma ferrovia ativa, em apenas 24 horas — liberando uma atualização completa para quatro faixas”, escreveu Lin em sua publicação.
Nos comentários, é possível ver usuários abismados com a velocidade da construção. “Essa tecnologia de deslizamento é impressionante. Fico profundamente emocionado com a maneira com que os operadores realizam um trabalho tão preciso sob intensa pressão do tempo”, destaca um admirador. Um brasileiro, por sua vez, comentou que a mesma obra demoraria se fosse por aqui: “Essa mesma obra levaria 10 anos aqui no Brasil, com valor multiplicado por dez”, escreveu.
+ O que é a ‘Armadilha de Tucídides’ no alerta sobre conflito que Xi fez a Trump
Operação rápida
De acordo com as autoridades locais, a obra tinha o objetivo de solucionar um gargalo viário sobre uma via que cruza a ferrovia Guangyan-Dazhou, importante para o transporte de carvão na província de Sichuan, onde se localiza a cidade. A ideia era promover uma operação rápida para evitar que a linha, responsável pelo transporte diário de mais de dez trens de carga, ficasse interditada por longos períodos.
Para alcançar o objetivo, os engenheiros chineses optaram por uma técnica de “pré-fabricação e deslizamento”, retirando o viaduto original e instalando um novo, com espaço para quatro faixas de carro. As obras se iniciaram em 14 de abril e levaram somente 24 horas para serem concluídas, em um trabalho ininterrupto que substituiu a antiga passagem.
Em publicação que destaca a repercussão da obra, o jornal estatal China Daily afirmou que a nova estrada de quatro faixas servirá como um corredor chave, ligando o centro urbano de Guangyuan ao Parque Florestal de Heshipo. A medida resolve efetivamente um problema antigo de tráfego na região, considerada estratégica para a mobilidade da população.