O presidente Lula descartou lançar a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos como candidata do PT ao governo de Minas Gerais.

Segundo apurou o Metrópoles, o chefe do Executivo decidiu manter Marília na disputa por uma vaga ao Senado em 2026.

Marília chegou a ser sondada para disputar o Palácio da Liberdade, mas recusou a possibilidade após avaliar que uma eventual gestão no estado exigiria ajuste fiscal, contenção de gastos e arrocho sobre salários de servidores públicos, cenário que, segundo ela, não teria respaldo político dentro do PT.

A definição ocorre em meio à incerteza do grupo governista sobre quem representará o campo alinhado ao presidente Lula no segundo maior colégio eleitoral do país. Marília afirmou que Lula já possui um nome para a disputa ao governo mineiro: o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, filiado ao PDT.

Marília Campos (PT)
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Marília Campos (PT)

Assessoria de Comunicação Prefeitura de Contagem MG

Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato ao governo de MG
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Alexandre Kalil (PDT), pré-candidato ao governo de MG

Reprodução/Redes sociais

Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG), Marília Campos
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Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG), Marília Campos

Ricardo Stuckert / PR

Marília havia sido sondada pela então ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em novembro do ano passado, mas declinou do convite. Segundo ela, Minas Gerais enfrenta dificuldades estruturais tanto na arrecadação quanto nas despesas, o que limitaria a capacidade de ampliar investimentos sem adoção de medidas de contenção de gastos.

O Estado de MG tem um perfil sindical. Qualquer política de austeridade iria na contramão do PT e retiraria meu apoio político”, afirmou Marília Campos ao Metrópoles.

Segundo a petista, Minas Gerais enfrenta dois obstáculos centrais na área fiscal: arrecadação e despesas. Do lado das receitas, ela afirma que a Lei Kandir reduz a arrecadação estadual ao isentar a cobrança de ICMS sobre exportações de produtos primários, como café e minério de ferro.

Já na área das despesas, a petista cita a dívida de cerca de R$ 182,1 bilhões do estado com a União e afirma que a situação fiscal limita a capacidade de investimento de Minas aos acordos firmados com mineradoras para ações de reconstrução em Brumadinho e Mariana.



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