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Uma técnica de reconstrução e crescimento peniano, desenvolvida por um especialista brasileiro, estará entre os destaques do congresso da Associação Americana de Urologia, o maior evento científico dessa especialidade médica, que ocorre a partir desta sexta-feira, dia 15, em Washignton.

O urologista Ubirajara Barroso Jr., professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), compartilhará, em primeira mão no encontro, os resultados de um estudo com o método cirúrgico criado por ele, a mobilização total dos corpos cavernosos, no tamanho do pênis, na autoimagem genital e na vida sexual.

A técnica é indicada hoje a pessoas que sofreram amputação do pênis – devido a um trauma ou a um câncer na região – ou para estruturar a genitália do zero, no caso de homens transgênero.

O estudo que será apresentado por Barroso Jr. contempla 14 pacientes submetidos à operação desde 2021. Segundo o urologista, ela contorna limitações importantes das técnicas convencionais, sobretudo quanto ao ganho de comprimento e à preservação das estruturas locais, o que permite dispensar uso de próteses penianas, por exemplo.

Aumento peniano e vida sexual

O trabalho avaliou oito homens cisgênero e seis transgênero, com idade média de 37 anos, que passaram pela cirurgia em dois centros médicos, um em São Paulo, o outro na Bahia.

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Na mobilização dos corpos cavernosos, a estratégia desenvolvida por Barroso Jr., o médico separa essas estruturas que compõem a maior parte do órgão genital do osso do púbis, ao qual ele está conectado. Isso permite um maior ganho de tamanho peniano.

Entre os homens cis, o comprimento do pênis aumentou de 2,3 cm para 7 cm, em média – um ganho de 6,3 cm. Já entre os os homens trans, a reconstrução levou a um ganho de 3,7 cm.

Na análise da função sexual, todos os pacientes cisgênero relataram orgasmo, penetração e ejaculação. Entre os pacientes trans, 75% obtiveram orgasmo e 25%, penetração. O estudo também identificou uma relação entre o maior tamanho do órgão e o aumento do desejo sexual.

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“Temos uma técnica promissora para a reconstrução peniana. Ela é eficaz, apresenta um aumento substancial do comprimento peniano, boa aceitação funcional e melhora da vida sexual”, diz Barroso Jr. “Mas precisamos de novos estudos, com amostras maiores e acompanhamento de longo prazo, para consolidar esses achados”, afirma o urologista.

O especialista ainda pondera que o método cirúrgico não se destina a homens que gostariam de ampliar o tamanho do pênis por fins estéticos ou de performance.

“Apesar de o tamanho do pênis também ter relação com a questão estética e a autoestima, a técnica tem como principal finalidade a melhora da função sexual. Por isso a indicação a pacientes com pênis insuficiente, devido a micropênis ou amputações, e a homens trans”, esclarece o professor.



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