O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, e os delegados Ancilla Vega e Thiago Augusto Silva Bassi definiram como “chocante” o caso do menino encontrado morto com diversos sinais de tortura em uma casa no Itaim Paulista, zona Leste da capital, na segunda-feira (11).

Chris Douglas, pai do garoto, a madrasta Camilla Barbosa Dantas Felix e a avó paterna Aparecida Gonçalves foram presos entre a manhã desta segunda e a noite desta quarta (13).

Em entrevista coletiva, as autoridades que participam das investigações do caso destacaram que as imagens “são de partir o coração”. Nico diz que chegou a se emocionar ao ver o estado da criança, que se encontrava “magrinha”, segundo ele.

O que dizem as autoridades

Os delegados Ancilla Vega e Thiago Augusto Silva Bassi afirmaram que o menino havia se mudado para São Paulo há cerca de um ano e que desde então não estava matriculado em nenhuma escola da região. 

Vizinhos foram ouvidos durante as diligências e todos relataram que nem sequer sabiam da existência da criança na casa. Durante os depoimentos, os responsáveis pelo menino de 11 anos reafirmaram a tese de que ele era acorrentado para não fugir. 

Corpo de criança é encontrado com sinais de tortura em SP; pai é preso

No entanto, os investigadores destacam que nem mesmo as crianças da rua tinham contato com a vitima. “Isso não pode acontecer em lugar nenhum do mundo. Isso não é avó. Isso não é madrasta. Essas mulheres são criminosas”, afirmou o secretário.

Em uma linha parecida, a delegada Ancilla Vega disse: “O flagrante mexe com todos nós. O teor é muito chocante. A criança estava totalmente subnutrida, com marcas nos braços e no tornozelo em razão do acorrentamento.”

Além disso, ela afirmou que a polícia aguarda todos os laudos para precisar maiores informações, como a causa da morte do menino.

Segundo ela, a autorização para quebra de dados telemáticos foi concedida e imagens de camêras de segurança da casa já são analisadas. “A polícia não fecha leque nenhum”, destacou Ancilla.

Já o delegado Thiago Augusto Silva Bassi, disse que Chris Douglas, pai do menino, já tem histórico policial por violência doméstica. Sobre agressões, o investigador afirmou que as outras crianças da casa não apresentavam lesões no dia da ocorrência, mas disse que nenhuma possibilidade é descartada. 

Entenda o caso

O corpo do garoto foi encontrado por uma equipe médica de emergência já sem vida, caído no chão do quarto ao lado da cama.

A criança apresentava evidentes sinais de maus-tratos e tortura, incluindo hematomas severos nos braços, pernas e mãos, extremidades roxeadas e espuma na boca.

O boletim de ocorrência descreve a conduta da família como de extrema gravidade, ressaltando que o menino foi submetido a um intenso e contínuo sofrimento físico e mental que culminou em sua morte.



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