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As pedras estão rolando há mais de sessenta anos e um novo capítulo da história dos Rolling Stones foi anunciado na terça-feira 5, quando a banda divulgou em um evento em Nova York os detalhes de seu novo disco, batizado de Foreign Tongues (línguas estrangeiras, na tradução). Ele terá participações de Paul McCartney, Robert Smith, do The Cure, e Charlie Watts, gravada antes da morte do baterista, em 2021. O lançamento está previsto para julho e já estão disponíveis nos canais de streaming duas faixas do álbum, as energéticas Rough and Twisted e In the Stars. Ambas trazem os roncos clássicos de guitarras, que são parte essencial do DNA stoneano. É a mesma forja na qual se misturam rock, blues e country e de onde vieram todos os grandes sucessos do passado. Os garotos que eram combatidos no início por representarem má influência para as meninas inocentes parecem hoje velhinhos comportados, que só saem de casa para manter a roda girando. Mick Jagger e Keith Richards encontram-se com 82 anos. O cantor segue com a voz afiada e disposição física invejável. Seu parceiro, Keith Richards, que faz parte desde os anos 70 da lista de astros mais propensos a uma morte precoce por causa de excessos, segue desafiando as previsões mórbidas e a ciência. Nos velhos tempos o guitarrista precisava ser tirado da cama para o trabalho pelos colegas com a seringa de heroína no braço. Agora, diz que está “quase sóbrio” desde 2017. O membro fixo mais jovem é Ron Wood, 78. Há quem enxergue a banda como um decadente conjunto de idosos tentando seguir adiante a todo custo. A julgar pelo que se ouviu até agora de Foreign Tongues, a turma mal-humorada será uma minoria. Os Stones voltam à cena com uma vitalidade surpreendente. Para os novos e velhos fãs, é satisfaction garantida.

Publicado em VEJA de 8 de maio de 2026, edição nº 2994



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