Lesões no tendão de Aquiles podem ser mais comuns do que se pensa. A estrutura, que liga a panturrilha ao pé, é bem resistente, mas pode apresentar problemas dependendo da intensidade que se pratica atividades físicas. O assunto ganhou destaque na última segunda-feira (4), quando o meia Lucas Moura, 33, do São Paulo, passou por cirurgia depois de romper o tendão calcâneo da perna direita durante partida contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. 

Existem várias maneiras de minimizar o impacto no tendão antes de realizar atividades físicas. “O tendão de Aquiles é bastante exigido em atividades de corrida, salto e mudança brusca de direção”, explicou Sebastião Julio Rodrigues Junior, professor do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de Assis, mestre em interações estruturais e funcionais da reabilitação, além de médico do esporte, à CNN Brasil.

“Para minimizar o impacto antes da prática esportiva, é fundamental realizar um aquecimento adequado, investir no fortalecimento da panturrilha e respeitar uma progressão gradual de carga nos treinos. Além disso, o uso de calçados apropriados e períodos adequados de recuperação ajudam a reduzir o risco de lesões”, orientou.

Alguns casos de lesões podem demandar muitos meses de recuperação, enquanto outros exigem uso de anti-inflamatórios.

“O tempo de tratamento depende diretamente da gravidade da lesão. Quadros inflamatórios leves ou pequenas sobrecargas podem apresentar melhora em poucas semanas com fisioterapia e controle da atividade física. Já lesões mais complexas, como rupturas parciais ou totais, podem demandar vários meses de recuperação e reabilitação”, explicou Sebastião.

Existem algumas formas de controlar a dor e o incômodo quando se lida com uma lesão no tendão de Aquiles.

“A principal recomendação é evitar insistir em atividades que provoquem dor. O ideal é procurar avaliação especializada o quanto antes para definir o grau da lesão e iniciar o tratamento adequado. A fisioterapia tem papel central nesse processo, com foco em controle da dor, recuperação da mobilidade e fortalecimento progressivo para um retorno seguro às atividades”, informou o médico.

Em casos mais graves, um procedimento cirúrgico para reconstruir o tendão de Aquiles se torna algo inevitável.

“Em casos mais graves, principalmente nas rupturas completas do tendão de Aquiles, pode haver indicação de tratamento cirúrgico. Essa decisão é individualizada e considera fatores como idade, nível de atividade física e expectativa de retorno ao esporte. Mesmo quando há cirurgia, a reabilitação fisioterápica continua sendo essencial para a recuperação”, avaliou Sebastião.



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