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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira, 8, os altos preços dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 e afirmou que nem ele pagaria os valores cobrados para assistir às partidas do torneio.
Em entrevista ao jornal New York Post, Trump comentou os preços dos bilhetes para a estreia da seleção americana contra o Paraguai, marcada para 12 de junho, em Los Angeles, e disse ter ficado impressionado com os custos. “Eu certamente gostaria de estar lá, mas também não pagaria isso, para ser honesto com você”, afirmou.
Segundo a publicação, o ingresso mais barato disponível para partidas no SoFi Stadium, na Califórnia, ultrapassa os US$ 1.000 (pouco menos de R$ 5 mil, na cotação atual). Já os preços médios para a final da Copa do Mundo, que será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, giram em torno de US$ 13 mil (cerca de R$ 63,9 mil).
Trump afirmou que ainda não havia visto os valores cobrados, mas sugeriu que o governo poderia analisar o impacto dos preços sobre os americanos. “Eu não tinha visto isso, mas teria que dar uma olhada”, observou.
“Decepcionado”
O presidente também disse estar preocupado com a possibilidade de que torcedores da classe trabalhadora acabem excluídos do evento esportivo.
“Se as pessoas do Queens e do Brooklyn e todos aqueles que amam Donald Trump não puderem ir, eu ficaria decepcionado”, declarou. Os dois bairros de Nova York são tradicionalmente associados à classe média e trabalhadora — perfil de eleitor que o presidente americano associa à sua base política.
As declarações ocorreram poucas horas após o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defender a política de preços dinâmicos adotada para o torneio. Durante participação na Milken Institute Global Conference, ele argumentou que os valores elevados refletem a alta demanda pelos jogos e o funcionamento do mercado de entretenimento.
“Temos que olhar para o mercado”, afirmou o dirigente. “Estamos em um mercado em que o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo.”
A Copa do Mundo de 2026 será disputada em três países da América do Norte — Estados Unidos, Canadá e México — e marcará a primeira edição do torneio com 48 seleções participantes.