
Nesta quinta-feira, 7, a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de diversos produtos da Ypê após identificar falhas no controle de qualidade, irregularidades nos processos produtivos e risco de contaminação microbiológica.
A decisão amplia um recall iniciado anteriormente de forma voluntária pela fabricante e insere o episódio entre os recolhimentos de maior repercussão recente no mercado de consumo brasileiro.
• Toddynho (2011) — A PepsiCo recolheu lotes do achocolatado após consumidores, em sua maioria crianças, relatarem ardência na boca, náuseas e irritações. A investigação apontou falhas na higienização da linha de produção, permitindo que embalagens fossem preenchidas com solução de limpeza. O caso gerou ampla repercussão nacional e tornou-se um dos recalls mais emblemáticos da indústria alimentícia brasileira.
• Ades (2013) — A Unilever promoveu recall nacional de lotes do suco Ades sabor maçã após detectar contaminação por solução de limpeza durante o processo industrial. A Anvisa suspendeu temporariamente a produção, e o episódio afetou significativamente a reputação de uma das principais marcas de bebidas à base de soja do país.
• Samsung Galaxy Note 7 (2016) — Após sucessivos relatos de superaquecimento, incêndios e explosões causados por falhas nas baterias, a Samsung suspendeu definitivamente a produção do aparelho. Cerca de 2,5 milhões de unidades foram recolhidas em escala global, em uma operação que gerou prejuízo bilionário e se tornou um dos maiores recalls da história da indústria de tecnologia.
• Airbags Takata (desde 2013) — O defeito em infladores fabricados pela japonesa Takata levou ao maior recall automotivo global já registrado, envolvendo mais de 70 milhões de veículos de diversas montadoras. O problema podia provocar a ruptura do equipamento, lançando fragmentos metálicos contra motoristas e passageiros, com registros de mortes e ferimentos graves em vários países.
• Fórmulas infantis Nestlé (2026) — A companhia iniciou um recall global preventivo após a identificação de risco de contaminação por cereulide, toxina produzida por bactéria, em fórmulas infantis fabricadas na Europa. No Brasil, a Anvisa proibiu a comercialização de lotes específicos, ampliando o alerta para um segmento especialmente sensível do mercado de consumo.