O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, usou as redes sociais para comentar as ações da quinta fase da operação Compliance Zero, ocorridas na manhã desta quinta-feira (7).

Além de críticas ao senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP (Partido Progressistas) e um dos alvos da PF (Polícia Federal), Zema também mencionou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao caso.

O político mineiro classificou a quinta fase da operação como “a ponta do iceberg”, em referência a possíveis futuros desdobramentos, afirmando que “são apenas os primeiros capítulos de uma longa novela”.

Ainda no vídeo publicado, o político compartilhou o momento em que foi questionado por repórteres sobre os possíveis reflexos do caso Master no pleito deste ano.

Zema fez menção à grande quantidade de nomes citados e que Lula estaria “caladinho” porque, segundo o pré-candidato, “tem muita gente do PT envolvida”.

“Nós estamos vendo aí a cada dia um número maior de pessoas envolvidas e muita gente tentando barrar essas investigações, e não podemos, que seja investigado. Tenho sido o pré-candidato que mais tem colocado a boca no trombone, não tenho rabo preso. E o que o Brasil precisa são de líderes que não têm o rabo preso, porque o presidente tá lá caladinho também, com certeza, porque tem muita gente do PT envolvida”, afirmou.

Quinta fase da Compliance Zero

A operação deflagrada nesta quinta-feira investiga crimes relacionados ao antigo Banco Master e Daniel Vorcaro.

senador Ciro Nogueira foi apontado pela PF como destinatário central das vantagens indevidas e como agente público que teria utilizado o mandato parlamentar a favor de Vorcaro. O ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) está proibido de entrar em contato com investigados e testemunhas do caso.

O irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, também foi alvo e terá que usar tornozeleira eletrônica, entregar passaporte e não poderá se comunicar com outros envolvidos.

Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro, foi preso temporariamente nesta operação. Ele é apontado pela PF como operador financeiro de Vorcaro, responsável pela ponte entre decisões estratégicas e execução material das movimentações financeiras e societárias.

Ao todo, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão, além da prisão temporária, nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. De acordo com a PF, foi realizado o bloqueio de bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões.

Em nota, a defesa de Ciro repudiou a operação e afirmou que o senador “não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”.

De acordo com os advogados, o parlamentar está à disposição para prestar esclarecimentos. A CNN Brasil tenta contato com os outros alvos da operação.

(Com informações de Elijonas Maia, da CNN Brasil, em Brasília)





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