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A Arábia Saudita vai sediar nesta terça-feira, 28, o primeiro encontro presencial de líderes do Golfo Pérsico desde que o Irã lançou ataques de retaliação contra países que abrigam bases americanas na região no início da guerra no Oriente Médio, há dois meses.

A reunião extraordinária do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) composto por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã  tem como objetivo elaborar uma resposta aos milhares de ataques iranianos com mísseis e drones lançados contra países do bloco, de acordo com uma autoridade do Golfo ouvida pela agência de notícias Reuters.

O emir do Catar, o príncipe herdeiro do Kuwait e o rei do Bahrein confirmaram presença na reunião, segundo agências estatais.

Os Emirados Árabes Unidos criticaram anteriormente a atuação do GCC na guerra, alegando que consideram a resposta do grupo insuficiente.

“É verdade que, do ponto de vista logístico, os países do GCC se apoiaram, mas politicamente e militarmente, acredito que a posição foi a mais fraca da história”, afirmou Anwar Gargash, alto funcionário dos Emirados, durante uma conferência no país na segunda-feira. “Eu esperava uma posição fraca como essa da Liga Árabe, e não me surpreende. Mas não esperava isso do GCC — e isso me surpreende.”

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Guerra ampla

O conflito no Oriente Médio teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e outras autoridades do alto escalão do regime iraniano.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel na região, mas infraestruturas do complexo petrolífero também foram atingidas.

No mês passado, os Estados do Golfo Pérsico disseram ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que enfrentam uma ameaça existencial devido aos ataques iranianos à sua infraestrutura. Os países do GCC, junto com a Jordânia, pediram à ONU que condene os ataques realizados pelo Irã na região e exija a interrupção imediata das ações militares, além do pagamento de reparações às vítimas.

Os ataques diminuíram após o cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã em 8 de abril.



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