
Os dados mais recentes divulgados pelo U.S. Bureau of Labor Statistics nesta terça-feira (31) indicam um mercado de trabalho norte-americano relativamente estável em fevereiro, mas com sinais de desaceleração nas contratações.
O número de vagas em aberto ficou praticamente inalterado em 6,9 milhões, com uma taxa de 4,2%, mostrando que a demanda por trabalhadores segue consistente. Ainda assim, houve queda em setores específicos, como hospedagem e alimentação e mineração.
Por outro lado, as contratações apresentaram recuo mais relevante. O total de admissões caiu para 4,8 milhões, uma redução de quase 500 mil em relação ao mês anterior, e a taxa de contratações recuou para 3,1%, o menor nível desde abril de 2020, auge das incertezas provocadas pela pandemia. A queda foi puxada principalmente pelos setores de serviços de alimentação e construção, sugerindo um ritmo mais cauteloso por parte das empresas.
Já o número total de desligamentos se manteve estável em 5 milhões, com taxa de 3,1%. Dentro desse grupo, as demissões voluntárias permaneceram em 3 milhões, praticamente sem mudanças. Esse comportamento indica que os trabalhadores estão menos inclinados a trocar de emprego, possivelmente refletindo um ambiente econômico mais incerto.
As demissões involuntárias também ficaram estáveis em 1,7 milhão, embora com movimentos setoriais distintos: houve aumento no varejo, enquanto a indústria de bens não duráveis e o setor público registraram queda.
Outro destaque foi a redução nas chamadas “outras separações”, que incluem aposentadorias e transferências, que caíram para 277 mil. O relatório mostra um mercado de trabalho ainda resiliente nos Estados Unidos, mas com perda de dinamismo, especialmente nas contratações. O cenário reforça a percepção de uma economia em desaceleração gradual, com empresas mais cautelosas para expandir suas equipes, ao mesmo tempo em que não há, até o momento, um aumento expressivo nas demissões.