A partida deste domingo, 22, entre Cruzeiro e Santos, no Mineirão, é jogo de quem namora a queda para a Série B. O Brasileirão chega agora apenas à oitava rodada, mas convém não desdenhar dos números atuais. A Raposa tem apenas 3 míseros pontos, em 19º lugar, à frente apenas do Remo. O Peixe tem 6 pontos, em 16º. Muito água há de rolar, mas…

Um outro modo de olhar para a partida seria prestar atenção em Neymar – o problema é que Neymar nem viajou para Belo Horizonte. De agora até maio, quando enfim Carlo Ancelotti convocará a seleção para a Copa, ele sonha entrar no grupo. Será difícil, especialmente por estar fora de forma e nem sempre ter condições de calçar as chuteiras. Some-se a todas as dificuldades um episódio em particular que incomodou o estafe do italiano. Ancelotti, insista-se, nunca escondeu a admiração pelo craque da camisa 10, embora também nunca tivesse posto para debaixo do tapete uma exigência: ele precisa estar muito bem fisicamente, até porque tem 34 anos.

Mas, enfim, o que entornou o caldo? Ancelotti havia se organizado para assistir, no interior paulista, ao confronto entre Mirassol e Santos, disputado no dia 10. A partida prometia ser intensa, de forte marcação, exatamente o tipo de jogo que permitiria avaliar com precisão as reais condições do jogador. Na última hora, porém, Neymar decidiu não entrar em campo, alegando desconforto muscular e a necessidade de realizar testes de controle de carga. A situação acabou frustrando os planos da comissão técnica. Como avaliar um jogador que não entra em campo? Como convocar alguém sem observar de perto seu desempenho atual? Segundo o comentarista Casagrande, a dúvida de Ancelotti nunca esteve relacionada ao talento ou à inteligência futebolística de Neymar — qualidades que ninguém discute. “A questão central sempre foi outra: condição física, intensidade e capacidade de suportar o ritmo exigido no futebol de alto nível”, disse o ex-jogador.

Nesse contexto, a ausência contra o Mirassol acabou funcionando, de certo modo, como um alívio para a CBF. Sem vê-lo jogar, a comissão técnica ficou menos pressionada a incluí-lo na convocação. Foi como se, involuntariamente, o próprio Neymar tivesse facilitado uma decisão que muitos já consideravam inevitável.



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