Dormir bem é essencial para a saúde — e agora um estudo ajuda a indicar qual pode ser o tempo ideal de descanso. Pesquisadores da Universidade de Nantong, na China, descobriram que dormir cerca de 7,3 horas por noite está associado a melhores indicadores de saúde metabólica.

O estudo foi publicado nessa terça-feira (3/3) na revista científica BMJ Open Diabetes Research & Care. Segundo os cientistas, tanto dormir pouco quanto dormir demais pode prejudicar o controle do açúcar no sangue e aumentar fatores associados ao desenvolvimento da diabetes tipo 2.

A análise então identificou que o ponto mais favorável para o organismo ficou em torno de 7,3 horas de sono por noite (aproximadamente 7 horas e 18 minutos).

Esse tempo foi associado a melhores resultados em um indicador chamado taxa estimada de eliminação de glicose (eGDR), utilizado por cientistas para avaliar sinais de resistência à insulina — condição em que o organismo passa a ter dificuldade para usar a insulina de forma adequada.

Quando isso acontece, o corpo tende a ter mais dificuldade para controlar o nível de açúcar no sangue, o que pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Estudo aponta qual é o tempo ideal de sono para controlar a glicose - destaque galeria

A glicose é um carboidrato e é utilizada pelas células como principal fonte de energia
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A glicose é um carboidrato e é utilizada pelas células como principal fonte de energia

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No corpo humano, a insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas, é quem controla a quantidade de glicose no sangue após a alimentação
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No corpo humano, a insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas, é quem controla a quantidade de glicose no sangue após a alimentação

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Sem esse hormônio, as células não conseguem absorver a glicose e, consequentemente, não têm energia para um bom funcionamento. O resultado da "pane" é o aumento do nível de açúcar no sangue
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Sem esse hormônio, as células não conseguem absorver a glicose e, consequentemente, não têm energia para um bom funcionamento. O resultado da “pane” é o aumento do nível de açúcar no sangue

Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

A glicose alta, também conhecida por hiperglicemia, acontece quando a taxa de açúcar no sangue está acima de 100 mg/dL
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A glicose alta, também conhecida por hiperglicemia, acontece quando a taxa de açúcar no sangue está acima de 100 mg/dL

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Se ocorre com frequência, o quadro pode levar a problemas de saúde
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Se ocorre com frequência, o quadro pode levar a problemas de saúde

Breno Esaki/ Agência Saúde

Alguns sintomas podem ajudar a identificar a glicose alta, como, por exemplo, visão turva, sede excessiva, dores de cabeça, vontade frequente de urinar, cansaço e sonolência
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Alguns sintomas podem ajudar a identificar a glicose alta, como, por exemplo, visão turva, sede excessiva, dores de cabeça, vontade frequente de urinar, cansaço e sonolência

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A glicose frequentemente alta e sem tratamento pode evoluir para diabetes
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A glicose frequentemente alta e sem tratamento pode evoluir para diabetes

Breno Esaki/ Agência Saúde

No entanto, em fase inicial, o problema pode ser controlado por meio de hábitos alimentares saudáveis e da prática de exercícios físicos
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No entanto, em fase inicial, o problema pode ser controlado por meio de hábitos alimentares saudáveis e da prática de exercícios físicos

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Alguns alimentos, como a feijoa ajudam a baixar o excesso de açúcar no sangue
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Alguns alimentos, como a feijoa ajudam a baixar o excesso de açúcar no sangue

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Os pesquisadores observaram uma relação em formato de “U”: dormir menos do que o necessário ou dormir além do ideal esteve associado a piores indicadores metabólicos.

Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram dados de mais de 23 mil adultos dos Estados Unidos. Os participantes informaram quantas horas costumavam dormir durante a semana e se tinham o hábito de dormir mais nos fins de semana para compensar noites mal dormidas.

Com essas informações, os pesquisadores compararam os padrões de sono com indicadores relacionados ao metabolismo da glicose, substância conhecida popularmente como açúcar do sangue.

Dormir mais no fim de semana pode ajudar?

O estudo também avaliou o chamado sono compensatório, quando a pessoa tenta recuperar o descanso perdido durante a semana dormindo mais no fim de semana.

Os resultados indicaram que indivíduos que dormem pouco durante os dias úteis podem ter algum benefício ao acrescentar uma ou duas horas de sono nos fins de semana.

Por outro lado, entre aqueles que já dormem o suficiente, prolongar muito o tempo de descanso no fim de semana pode estar associado a piores indicadores metabólicos.

Os cientistas sugerem que manter uma rotina de sono mais regular todos os dias pode ser mais importante para a saúde do que tentar compensar noites mal dormidas depois.

De acordo com os pesquisadores, além da glicose, dormir mal pode afetar hormônios e aumentar processos inflamatórios. Por isso, o sono deve ser considerado um dos pilares da saúde, ao lado de alimentação equilibrada e atividade física.



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