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As polícias civil e militar lançaram nesta quarta-feira, 28, uma operação contra traficantes do Comando Vermelho (CV) que torturaram e mataram um jovem no ano passado, no Ipase, em Vila Kosmos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A operação teve início por volta das 5h30, com trocas de tiros e sobrevoo de helicópteros no Ipase e nos morros do Juramentinho, Trem, e Sereno, os últimos no Complexo da Penha. Os agentes cumpriram 5 mandados de prisão e 7 de busca e apreensão contra 5 bandidos por trás do assassinato.

A ação foi realizada por policiais civis da 27ª DP, em Vicente de Carvalho, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e do Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI) em parceria com PMs do Comando de Operação Especiais (COE), como o Batalhão de Choque e o Grupamento de Salvamento e Resgate (Gesar) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Até o momento, ao menos dois suspeitos foram presos. A polícia também procura suspeitos de envolvimento roubos, homicídios e crimes ligados ao tráfico de drogas, além de confirmar locais, identificados pela inteligência, usados guardar armas de drogas. Os agentes buscam, ainda, recuperar veículos e cargas roubados na região. A operação tem como base investigações da 27ª DP sobre a atuação violenta do grupo criminoso, incluindo a instalação de barricadas em vários bairros e disputas por território com o Terceiro Comando Puro (TCP) e a milícia.

Em meio à troca de tiros, duas unidades municipais de saúde suspenderam temporariamente funcionamento e avaliam o retorno dos atendimentos nas próximas horas, enquanto uma terceira restringiu as atividades, impedindo visitas familiares. Linhas de ônibus (313 – Penha x Tiradentes; 621 – Penha x Saens Peña; 622 – Penha x Saens Peña; e 679 – Grotão x Méier) também foram afetadas, com rotas desviadas dos locais da incursão.

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No ano passado, uma megaoperação no Complexo da Penha e do Alemão deixou 119 mortos. Na época, os agentes prenderam 133 pessoas, entre elas 33 que tinham origem em outros estados — todos acusados de envolvimento com o Comando Vermelho. Outros dez menores de idade também foram detidos. Foram apreendidas ainda 118 armas, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas, 1 revólver e 14 artefatos explosivos.

 



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