Prefeitos aliados do senador Ciro Nogueira no Piauí, principal reduto eleitoral do parlamentar, têm evitado se manifestar nas redes sociais sobre a operação da Polícia Federal que mira o ex-ministro da Casa Civil.

A PF realizou buscas e apreensões em endereços ligados a Ciro no estado e em Brasília no âmbito da operação “Compliance Zero”, deflagrada na quinta-feira (7/5). O presidente do PP é apontado como um dos supostos beneficiários do esquema investigado envolvendo o Banco Master, instituição comandada pelo empresário Daniel Vorcaro.

Triplex de Ciro Nogueira
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Triplex de Ciro Nogueira

Arte/Metrópoles

Ciro Nogueira é suspeito de atuar no Congresso para favorecer o Banco Master
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Ciro Nogueira é suspeito de atuar no Congresso para favorecer o Banco Master

Arthur Menescal/Especial Metrópoles

Agentes cumpriram buscas na casa de Ciro Nogueira, no Lago Sul
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Agentes cumpriram buscas na casa de Ciro Nogueira, no Lago Sul

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto

Prefeitos das três maiores cidades do Piauí e considerados próximos ao senador, como Silvio Mendes (União), de Teresina; Francisco Emanuel (PP), de Parnaíba; e Antônio Reis (PSD), de Floriano, não comentaram publicamente as denúncias contra o parlamentar até o momento.

A avaliação entre aliados é de que essas lideranças preferem evitar, neste momento, qualquer associação pública ao senador diante da repercussão da operação.

Apesar do silêncio dos aliados, pesquisas realizadas por integrantes do PT no estado indicam que a ação da PF ainda não teve impacto significativo sobre o eleitorado piauiense.

Segundo os levantamentos, Ciro segue mantendo força política, principalmente nas cidades de menor porte do interior.

 A operação da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira, uma nova fase da Operação Compliance Zero, que aprofunda as investigações sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Os policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão temporária, nos estados do Piauí, São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal.

As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

 





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