Após a dura derrota sofrida no Senado, o ministro Jorge Messias indicou a aliados que pretende permanecer à frente da Advocacia-Geral da União (AGU).

A sinalização foi dada por Messias após conversar com aliados nos últimos dias. Um dos principais aliados consultados por ele foi o senador Otto Alencar (PSD-BA).

Jorge Messias teve nome aprovado em sabatina na CCJ do Senado nesta quarta-feira (29/4)
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Jorge Messias teve nome aprovado em sabatina na CCJ do Senado nesta quarta-feira (29/4)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Messias: "Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso Estado de Direito"
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Messias: “Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso Estado de Direito”

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Messias foi indicado por Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso
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Messias foi indicado por Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso

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Segundo interlocutores, Messias preferiu permanecer na AGU por considerar a pasta como “sua casa”. Procurador federal, o ministro é servidor de carreira do órgão.

Messias também avaliou que, na AGU, poderá ter uma atuação mais estratégica para previnir desgastes da “agenda policial” que tem gerado tensão no Brasil, nos últimos meses.

Pesou ainda o fato de o Ministério da Justiça, pasta para a qual Messias foi cogitado, ser chefiada atualmente por um aliado dele: o ministro Wellington César Lima.

Como a coluna revelou em primeira mão, Messias cogitou pedir demissão da AGU logo após o Senado rejeitar sua indicação a uma vaga de ministro do STF.

Messias, contudo, acabou demovido por aliados e decidiu permanecer no governo até decidir seu futuro. Uma das opções cogitadas seria ele ir para o Ministério da Justiça.

Na semana passada, o ministro da AGU conversou com o presidente Lula sobre seu futuro dentro do governo. A reunião, porém, acabou sem uma decisão.

A expectativa é de que Messias e Lula voltem a conversar ao longo desta semana para bater o martelo sobre o destino do advogado-geral da União no governo.



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