Os ministros Marcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) farão nesta semana  uma videoconferência com o representante do Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tentar reverter o “novo tarifaço” aos produtos brasileiros, sugerido na semana passada pelo governo norte-americano.

A conversa entre eles ocorrerá dentro do grupo de trabalho sobre questões tarifárias que foi criado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no mês passado.

Vieira conversou com Greer na última quarta-feira em Paris, onde ambos participavam da reunião ministerial da OCDE.

Na semana passada, o governo Trump sugeriu um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, em um processo sobre práticas comerciais que considera desleais, que vai de decisões judiciais e uso do Pix a questões de propriedade intelectual e desmatamento.

Um dia depois da primeira sugestão, a gestão norte-americana anunciou a proposta de uma tarifa de até 12,5% a 60 países por supostas falhas relacionadas ao “trabalho forçado”. O Brasil está nesta lista.

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Para fontes do governo, é mais fácil contornar a taxa de 25% do que a de 12,5% e a expectativa é que consigam iniciar o desenho de um acordo durante a videoconferência.

A avaliação é que a taxa relacionada ao trabalho forçado atinge até mesmo países mais próximos dos Estados Unidos e que seria muito complexo alcançar uma exceção para o Brasil.

A existência dessa segunda tarifa, porém, pode ser o caminho encontrado para convencer o governo Trump a poupar os brasileiros da taxa de 25%.

 



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