O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou na última quinta-feira, que o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar compareça à sede da Procuradoria da República no Rio de Janeiro para prestar depoimento no âmbito do procedimento que apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, que mirava o ex-deputado estadual TH Joias e negócios do Comando Vermelho, por agentes da Polícia Federal.

Rodrigo Bacellar está preso desde o fim de março em Bangu 8, na Zona Oeste do Rio. Ele é suspeito de ter comunicado a TH Joias a existência de mandado de prisão expedido contra ele. Outro alvo do caso é o desembargador Macário Júdice, apontado pela PF como responsável pelo vazamento das informações ao então chefe da Alerj.

No caso em questão, a Procuradoria fluminense trabalha com uma linha diversa de apuração, que apontaria policiais federais como autores dos vazamentos e não o desembargador, que segue preso.

Com a oitiva, a Procuradoria espera colher informações de Bacellar que possam auxiliar na identificação da origem da quebra de sigilo e de eventuais envolvidos no vazamento. O MPF afirma buscar a identificação do chamado “vazamento primário” das informações sigilosas, isto é, a origem da quebra de sigilo dentro da própria estrutura policial, para esclarecer a dinâmica dos fatos e auxiliar na identificação de possíveis agentes federais envolvidos.

A investigação pode impactar o rumo das apurações, ao ampliar o foco investigativo e incluir a eventual participação de agentes federais em possíveis violações de sigilo e obstrução da Justiça, dado o fato de que as provas reunidas nos autos contra Macário Júdice não foram conclusivas até o momento.



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