Os cinemas brasileiros começaram junho com o melhor resultado desde a pandemia da Covid-19, segundo dados da Ancine. A bilheteria de 2026 já ultrapassou R$ 1 bilhão, sendo impulsionada pelos megalançamentos “O Diabo Veste Prada 2” (R$ 150,5 milhões) e “Michael” (R$ 150,5 milhões).
As maiores arrecadações são de títulos de Hollywood — alguns do final do ano passado –, mas um filme brasileiro aparece no Top 10: o quatro vezes indicado ao Oscar “O Agente Secreto”. Veja abaixo.
A indústria tenta voltar ao patamar pré-pandemia, mas o processo tem sido longo. Em 2019, a arrecadação no mesmo período foi de R$ 1,2 bilhão. No ano seguinte, caiu para R$ 559 milhões — vale lembrar que a pandemia foi decretada em março e os cinemas ficaram fechados por meses.
2021 foi o pior ano — arrecadando apenas R$ 68 milhões nos cinco primeiros meses. Já os anos seguintes começaram a melhorar, registrando 712,8 milhões (2022), R$ 912,6 bilhões (2023), R$ 734 milhões (2024) e R$ 944 milhões (2025) no período.
A expectativa é que os próximos meses mantenham o bom patamar, já que os grandes estúdios de Hollywood guardam megalançamentos para julho e agosto — época das férias de verão no hemisfério Norte. Entre as estreias mais esperadas estão: “Dia D“, de Steven Spielberg; “Toy Story 5“; “Moana“; “Homem-Aranha 4“; e “A Odisseia“, de Christopher Nolan.
Veja as maiores bilheterias de 2026 no Brasil até maio
- “O Diabo Veste Prada 2” – R$ 150,5 milhões
- “Michael” – R$ 147,5 milhões
- “Super Mario Galaxy” – R$ 94 milhões
- “A Empregada” – R$ 92,2 milhões
- “Avatar: Fogo e Cinzas” – R$ 76,6 milhões
- “Zootopia 2” – R$ 61,4 milhões
- “Devorados de Estrelas” – R$ 48 milhões
- “Pânico 7” – R$ 33,9 milhões
- “Cara de Um, Focinho de Outro” – R$ 28,7 milhões
- “O Agente Secreto” – R$ 26,3 milhões