Deixando Neverland (2019), um dos documentários mais vexatórios sobre Michael Jackson, acaba de reestrear no streaming. Dirigido por Dan Reed, expõe graves acusações de abuso sexual e pedofilia contra o Rei do Pop, com a narrativa centralizada em Wade Robson James Safechuck, supostas vítimas de MJ aos 7 e 11 anos, respectivamente. Com produção da HBO, o documentário sumiu da plataforma após um acordo entre a emissora e o espólio do artista — mas agora está de volta no Prime Video, sem custos adicionais para assinantes. A obra polêmica reacende o debate sobre a suposta conduta sexual inadequada do astro musical em meio ao sucesso da cinebiografia Michael, estrelada por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, e que já arrecadou mais de 840 milhões de dólares no mundo todo desde o seu lançamento em 24 de abril.

Como foi o acordo que retirou ‘Deixando Neverland’ da HBO Max?

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o diretor Dan Reed detalhou o sumiço do documentário. Segundo o cineasta, o espólio de Jackson recorreu a um contrato firmado entre o artista e a HBO em 1992, relacionado à filmagem de um show seu em Budapeste. Nele, uma cláusula antidifamação garantia que a empresa jamais diria “algo desagradável” sobre o Rei do Pop. “De alguma forma, o espólio conseguiu chegar a um acordo amigável com a HBO, e isso fez com que Deixando Neverland saísse do streaming depois de seis anos na plataforma”, disse Reed.

A emissora tem os direitos sobre o documentário até 2029. Daí para a frente, Reed pode vender a produção para outros serviços e garantir que ela seja disponibilizada novamente. Enquanto isso, ele trabalhou na sequência Leaving Neverland II: Surviving Michael Jackson (2025), que está disponível no YouTube.

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