O terror “Backrooms: Um Não-Lugar” chegou aos cinemas na semana passada, mas já arrecadou US$ 118 milhões (cerca de R$ 600 milhões) ao redor do mundo, segundo o Box Office Mojo. O título já conquistou 10 vezes mais do que custou para ser feito — US$ 10 milhões (cerca de 50 milhões).
A produção levou às telonas uma das maiores e mais curiosas histórias de terror nascidas na internet por meio do esforço coletivo de usuários de fóruns online. Os atores indicados ao Oscar Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) e Renate Reinsve (“Valor Sentimental”) estrelam a trama.
Em 2019, uma postagem anônima no fórum on-line 4chan, que mostra um espaço vazio com um carpete amarelo que cobre o chão e as paredes, viralizou na rede e se espalhou para outras plataformas, como Reddit e X (antigo Twitter).
A partir dessa publicação, o conceito de “Backrooms“, uma dimensão paralela como salas e corredores vazios que se estendem por quilômetros, cresceu de forma coletiva e se transformou em uma creepypasta – lendas urbanas de terror compartilhadas na internet.
Em janeiro de 2022, três anos depois, o jovem britânico de 16 anos Kane Parsons publicou no YouTube um curta-metragem de 9 minutos e 14 segundos feito em um software gratuito de animação 3D.
O conteúdo, que adiciona outros elementos sobrenaturais às Backrooms, viralizou tanto que Parsons foi chamado pela produtora A24 para ser o diretor do longa.
Foi o seu vídeo que transformou a lenda das Backrooms em uma história coesa, com personagens, atmosfera e mitologia própria, apresentando a “Async Research Institute”, uma organização fictícia que estuda e documenta essas dimensões ao universo.
Hoje, o vídeo original de Kane Parsons ganhou mais de 20 sequências no canal do jovem, com a última produção publicada em fevereiro de 2025.
Assista ao trailer de “Backrooms: Um Não-Lugar”
Com informações de Giovanna Csiszar, da CNN Brasil