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Um pesquisador italiano de 20 anos ficou preso em uma caverna a 120 metros de profundidade, mobilizando dezenas de socorristas para empreender uma complicada operação de resgate. De acordo com informações divulgadas pelo jornal italiano Corriere Della Sera nesta segunda-feira, 1º, Nicolò Astori havia ficado com a perna presa sob uma pedra de 200 kg em uma gruta no norte da Itália, e não conseguiu subir de volta à superfície.
Astori integrava uma comitiva de espeólogos – pesquisadores especialistas no estudo de cavidades naturais subterrâneas – que explorava a Grutta dei Cinghiali Volanti, localizada a 120 quilômetros ao sul de Turim, no último domingo, 31. Enquanto transitava no local, o jovem foi preso por uma rocha que provavelmente se soltou de uma das paredes, fazendo com que as autoridades fossem acionadas.
O resgate mobilizou 53 agentes do Serviço de Resgate Alpino e Espeológico (Cnsas, na sigla em italiano) para remover o jovem do local. Astori foi alçado à superfície na manhã desta segunda, após uma operação de 12 horas que só não foi mais complicada pelo fato de o jovem não ter ficado gravemente ferido pelo incidente.
“Nicolò teve muita sorte. Sua perna foi somente bloqueada por aquela pedra que pesava 200 kg. No entanto, ela não foi esmagada, então não há nada quebrado”, disse o socorrista Luca Longo ao Corriere Della Sera. Segundo Longo, o jovem foi encontrado “vivo e consciente”, e em condições de sair da caverna a pé. “Se tivéssemos que usar a maca, provavelmente levaríamos dois ou três dias para alargar algumas passagens estreitas”, completou.
Para levantar a pedra, os socorristas usaram uma “técnica inovadora” que consistia em uma série de tapetes pneumáticos que permitiram mover a pedra gradualmente até que o espeólogo fosse libertado. Já era madrugada quando o procedimento foi concluído, e ainda foram necessárias mais três horas para que Astori conseguisse finalmente deixar a caverna.
De acordo com o Cnsas, a capacidade de Astori em participar ativamente do resgate foi essencial para facilitar a operação, que ainda assim levou várias horas devido ao complexo ambiente subterrâneo. Após ser resgatado, o jovem foi atendido em um posto médico improvisado, montado dentro da gruta, antes de ser transportado de ambulância para um hospital nas proximidades.