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O amarelo da camisa da Seleção Brasileira deverá ser a cor da campanha presidencial nas próximas semanas, pelo menos enquanto durarem os jogos da Copa do Mundo de 2026, no Estados Unidos, que começa na próxima semana.

O presidente Lula (PT), que lidera as pesquisas para a reeleição, acabou de divulgar em suas redes socias uma fotografia com a camisa amarela da seleção e com short azul. “O Brasil é dos brasileiros”, escreveu Lula, numa referência à defesa da soberania.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece em segundo lugar em diversas pesquisas de opinião, também adotou a camisa da seleção brasileira em diversos eventos. Flávio participou da festa da Fenamilho, em Patos de Minas (MG) esta semana com a camisa da seleção. “Cada abraço, palavra de apoio e conversa renovam nossas forças para seguir lutando pelo Brasil que sonhamos”, escreveu Flávio nas redes sociais.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) também aproveitou a camisa da seleção para fazer política identitária. “Eu sou completamente contra atletas trans competirem com as mulheres”, disse Zema em um dos vídeos, publicado esta semana. “Sabe quantas mulheres foram convocadas para esta competição feminina? Nenhuma”. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também já compareceu em eventos vestindo a camisa da seleção.

Atrás da imagem dos candidatos com a camisa da seleção está uma verdadeira guerra pela apropriação política de um símbolo nacional, que há muito deixou de ser apenas a cor do esporte para virar disputa ideológica entre partidos de esquerda e direita.

Os bolsonaristas transformara a camisa da seleção em uma espécie de “uniforme oficial” do conservadorismo em passeatas e eventos públicos. Um símbolo dos ‘patriotas’. Os candidatos de partido de esquerda, então, passaram a ‘resgatar’ o amarelo da seleção, como forma de vincular o uniforme do futebol à cidadania e à soberania.



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