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Em sua primeira encíclica, publicada nesta segunda-feira, 25, o papa Leão XIV pediu o abandono do conceito de “guerra justa”, utilizado pelo governo de Donald Trump para justificar suas ações militares.

“Hoje, mais do que nunca, é importante reafirmar o abandono da teoria da guerra justa, invocada com muita frequência para justificar qualquer conflito, sem prejuízo do direito à legítima defesa em seu sentido mais estrito”, escreveu o papa. “O uso da força, da violência e das armas reflete uma pobreza relacional que sempre tem consequências desastrosas para as populações civis.”

A doutrina que a Igreja vem usando desde pelo menos o século V para avaliar conflitos globais afirma que guerras só devem ser travadas em autodefesa, ou seja, se houver uma agressão primeiro. O governo Trump, no entanto, utilizou o conceito teológico para defender a guerra contra o Irã.

O pontífice também expressou preocupação com a possibilidade de líderes mundiais iniciarem guerras para distrair os cidadãos de questões internas. “Não podemos descartar a possibilidade de que alguns líderes possam considerar o conflito armado como uma forma eficaz de desviar a atenção dos problemas internos e uma ferramenta cínica para lidar com as dificuldades”, afirmou.

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