Policiais civis da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) deflagram, nesta sexta-feira (22/5), a Operação “Shem VeTzel”, que tem como alvo um homem investigado por aplicar golpes virtuais por meio de perfis falsos e anúncios fraudulentos publicados no marketplace do Facebook.

Veja momento das buscas:

Os agentes cumprem um mandado de prisão e dois mandados de busca e apreensão. As investigações duraram cerca de quatro meses.

De acordo com a polícia, o golpista atraía vítimas com anúncios de produtos vendidos por valores abaixo do mercado. Em seguida, direcionava as negociações para o WhatsApp, onde convencia os compradores a fazer pagamentos antecipados.

Anúncio falso de geladeira

Uma das vítimas, moradora da Estrutural (DF), tentou comprar uma geladeira anunciada por R$ 600. O pagamento foi realizado via Pix, mas, após a transferência, o suspeito desapareceu e o eletrodoméstico nunca foi recebido.

Segundo a Polícia Civil, o mesmo golpe envolvendo a falsa venda de eletrodomésticos também foi aplicado em outras três pessoas que vivem nas regiões de São Sebastião, Samambaia e Planaltina de Goiás. Até o momento, ao menos quatro pessoas foram identificadas como vítimas do esquema.

Bloqueio após pagamento

Segundo o delegado Rafael Catunda, da 8ª DP, após a negociação inicial com as vítimas, os criminosos simulavam situações de urgência para fazer com que adiantassem mais valores referentes a venda dos eletrodomésticos. Em muitos casos, após o recebimento do dinheiro, os compradores eram imediatamente bloqueados nos aplicativos de mensagens.

As apurações identificaram a ligação entre diferentes ocorrências registradas no Distrito Federal, todas com o mesmo modo de operação, reutilização de linhas telefônicas, contas bancárias e elementos técnicos semelhantes.

Durante as diligências, a equipe policial constatou o uso de múltiplas contas bancárias de terceiros, além da criação de diversos perfis falsos e contas de e-mail utilizadas para aplicar os golpes e publicar os anúncios fraudulentos. A investigação também apontou o uso recorrente de aparelhos celulares diretamente vinculados à atividade criminosa.

A Polícia Civil informou ainda que há registros de ocorrências semelhantes atribuídas ao mesmo investigado desde 2024, o que pode indicar habitualidade criminosa.

Os suspeitos poderão responder, em tese, pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.



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