O presidente da Duma Federal da Rússia, Vyacheslav Volodin, acusou a Armênia de seguir os passos da Ucrânia ao adotar o que classificou como uma “política hostil” em relação a Moscou. A declaração do político russo, que chefia o Parlamento do país, aconteceu nesta sexta-feira (22/5).

Em entrevista à mídia estatal russa, Volodin afirmou que o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, tem “explorado cinicamente as oportunidades que nosso país oferece”. Além disso, o político acrescentou que o governo armênio tem optado pela construção de relações com “países que estão em guerra” com a Rússia. 

“Como eu disse antes, vimos tudo isso na Ucrânia”, destacou o presidente da Duma Federal da Rússia. “Isso não vai levar a nada de bom”.

A declaração vinda do Parlamento da Rússia contra a Armênia se soma a outros episódios do racha entre os dois países.

Por anos, a Armênia, um república da então União Soviética, se manteve alinhada as políticas russas. Mas tudo mudou em 2023, após a guerra no enclave armênio de Nagorno-Karabakh, localizado dentro do território do Azerbaijão. 

Na época, Erevan acusou Moscou de não apoiar os armênios no conflito contra os azeris — que terminou em menos de 24 horas, e resultou no deslocamento de cerca de 100 mil pessoas de Nagorno-Karabakh. 

Depois da guerra, a Armênia passou a se movimentar em direção ao Ocidente. Em abril do último ano, por exemplo, o país aprovou uma lei para solicitar, formalmente, a adesão à União Europeia (UE). 

Já em agosto de 2025, o país assinou um acordo de paz com o Azerbaijão, referente ao conflito em Nagorno-Karabakh, com a mediação dos Estados Unidos.

Entre os pontos do pacto, o governo armênia concordou com a criação de um corredor que cortará o território armênio, para ligar o enclave azeri de Naquichevão, localizado dentro da Armênia, ao Azerbaijão.

Ele foi batizado como “Rota Trump para a Paz e Prosperidade Internacional (TRIPP), com os norte-americanos exercendo influência direta na construção do local. 



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