A advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi presa, na manhã desta quinta-feira (21), acusada de envolvimento em um esquema milionário de lavagem de dinheiro com a maior facção do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital).

A ação que mira a advogada é denominada de “Vérnix” e foi deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Além dela, Marcos Camacho, o Marcola, líder da facção, também teve um mandado de prisão expedido.

Ao todo, a justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros que superam o marco de R$ 327 milhões. Também foram alvos de sequestro 17 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 8 milhões, e quatro imóveis vinculados aos investigados.

Apenas da influenciadora foram apreendidos quatro desses carros, sendo eles: uma Range Rover, um Escalade,  um Jeep Limited e um Mercedes-AMG. Ao todo, estima-se o que os veículos juntos ultrapassam valores milionários.

Veja imagens:

O que diz a operação?

Investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP (Ministério Público de São Paulo), revelaram uma engrenagem financeira milionária utilizada para ocultar, dissimular e reinserir na economia formal valores vinculados à alta cúpula da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Deolane teria vínculos estreitos – pessoais e negociais – com um dos gestores fantasmas de uma transportadora investigada pelas autoridades. A estrutura financeira da advogada teria sido usada para dar aparência de legaidade a recursos ilícitos da facção. Ao todo, ela abriu 35 empresas fantasmas no mesmo endereço para lavar o dinheiro.

Com isso, a influenciadora, de acordo com a polícia, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando do PCC.

Uma das pistas colhidas pelos investigadores surgiu de um celular apreendido com os donos da companhia, onde foram encontrados comprovantes de depósitos diretos para duas contas de Deolane. Os investigadores apontam que os repasses aconteceram em um contexto de “fechamento de contas” do PCC, e não como pagamento por serviços advocatícios legais.

Outro lado

Pelas redes sociais, a advogada e irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, afirmou que a nova prisão de Deolane significa uma perseguição contra a advogada. Veja nota na íntegra:

“Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos.

Acusar é fácil. Difícil é provar.

No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expões, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública…para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi feito. E isso é grave.

Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social.

Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome. 

Influencer Deolane Bezerra é presa em operação contra o PCC em SP



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