O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a suspensão imediata da assinatura dos contratos de dois leilões de energia, após identificar indícios de ilegalidade que podem gerar um impacto superior a 500 bilhões de reais nas contas de luz nos próximos 15 anos.

Foi dado um prazo de 48 horas para que as autoridades competentes se manifestem, entre elas o Ministério de Minas e Energia.

Uma investigação do MPF indicou que, em um intervalo de dois dias, o valor máximo que o governo aceitaria pagar pela energia sofreu um aumento repentino, entre 73% e 100%.

A mudança ocorreu logo após empresas e associações privadas pedirem a revisão dos valores. O ministério atendeu integralmente as planilhas enviadas pelas próprias empresas interessadas em vencer e lucrar com o leilão, sem realizar novas estimativas ou projeções independentes.

Para o MPF, houve uma transferência indevida da prerrogativa pública de calcular os preços para o setor privado, configurando desvio de finalidade e vício de motivação.



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