O preço do petróleo registrou uma virada expressiva na manhã desta quinta-feira (21), subindo mais de 2% após ter fechado em forte queda de quase 6% na sessão anterior. A reversão foi impulsionada por novos desdobramentos nas negociações entre Estados Unidos e Irã, especialmente em torno da questão do urânio iraniano. O colunista do CNN Money Gilvan Bueno explica ao CNN Novo Dia a volatilidade recente do petróleo.

Três fatores explicam a instabilidade

O primeiro diz respeito ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz, que segue reduzido desde 28 de fevereiro, em razão do impasse nas negociações diplomáticas. “Trump fala que a negociação avançou, o preço cai. A negociação não avança, o petróleo sobe”, explicou Gilvan, descrevendo o ciclo repetido de oscilações no mercado.

O segundo fator é o nível dos estoques de petróleo, que se encontram em patamares muito reduzidos. Na semana passada, análises estratégicas do setor de energia dos Estados Unidos indicaram que o país retirou mais de 10 milhões de barris de suas reservas — uma retirada considerada muito representativa.

Segundo Bueno, se o Estreito de Ormuz continuar bloqueando o fluxo de produção, a pressão sobre os preços tende a se intensificar.

Urânio iraniano derruba expectativa de queda

O terceiro e mais recente fator foi a notícia divulgada na manhã desta quinta-feira (21) sobre o urânio iraniano. Os Estados Unidos propuseram que o Irã transferisse seu estoque de urânio para outro local, como parte das negociações em curso.

O Irã, no entanto, recusou a proposta, afirmando que o material é estratégico e permanecerá no país. A resposta iraniana foi suficiente para derrubar as expectativas de avanço nas negociações e impulsionar a cotação do petróleo em mais de 2%.

“Ontem eu ia comemorar com você, falando que estava abaixo de US$ 100. Hoje eu não vou poder comemorar”, declarou Bueno, ressaltando o caráter dinâmico e imprevisível do mercado.

O colunista alertou que cada nova declaração no contexto das negociações tem o potencial de alterar rapidamente o cenário, tornando essencial o acompanhamento contínuo das movimentações diplomáticas e dos dados de estoques para projetar os próximos passos da cotação.



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