O Itamaraty convocou a chefe da embaixada de Israel no Brasil, Rasha Athamni, para solicitar esclarecimentos sobre um vídeo divulgado pelo ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, onde ativistas de uma flotilha humanitária que tinha Gaza como destino aparecem ajoelhados com as mãos amarradas nas costas.

Os membros da embarcação, que, segundo a organização Global Sumud, somavam cerca de 430 pessoas, estavam organizados em fileiras enquanto o ministro as observava e filmava. As imagens foram divulgadas no Telegram de Ben-Gvir.

Em nota, o ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou a atitude das autoridades israelenses, classificando-a como “degradante e humilhante”.

O Itamaraty também afirmou que a interceptação de embarcações integrantes da flotilha em águas internacionais é ilegal, e solicitou a libertação imediata dos ativistas, incluindo quatro cidadãos brasileiros que estão entre os detidos.

Outros países, como Espanha, Itália, França e a ONU (Organização das Nações Unidas), também criticaram as imagens publicadas pelo ministro israelense.

Em nota, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também condenou a atitude de Ben-Gvir, afirmando que ela “não está em consonância com os valores e normas” do país.

Porém, o comunicado do gabinete de Netanyahu salienta que Israel tem o direito de impedir que “flotilhas provocativas de apoiadores terroristas do Hamas entrem em suas águas territoriais e cheguem a Gaza“.

Veja a nota do Itamaraty

O governo brasileiro deplora o tratamento degradante e humilhante dispensado por autoridades israelenses, em particular pelo Ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben Gvir, aos participantes da Flotilha Global Sumud.

Ao reiterar seu repúdio à interceptação, em águas internacionais, das embarcações integrantes da flotilha e à detenção de seus participantes — ambas ações ilegais —, o Brasil demanda libertação imediata de todos os ativistas detidos, incluindo de quatro cidadãos brasileiros, assim como pleno respeito a seus direitos e a sua dignidade, em linha com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado de Israel, a exemplo da Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes.



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