
Martinho (PF/Reprodução)
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou a investigação sobre suspeitas de contrabando envolvendo um voo privado em que estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e outros parlamentares.
Moraes seguiu um parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que afirmou que “não se cogita da participação” de nenhum dos políticos nos fatos sob apuração.
Além de Motta e Nogueira, estavam na comitiva os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Eles viajavam de volta da ilha caribenha de São Martinho
A investigação segue contra as pessoas sem foro privilegiado.
O caso começou após a descoberta de que um auditor fiscal deixou um dos tripulantes da aeronave passar com cinco volumes fora do equipamento de raio-X.
Depois, foi encontrada a lista de passageiros do voo, com Motta, Nogueira e os demais políticos, o que motivou o envio da apuração ao STF.
Em seu parecer, apresentado na quarta-feira, Gonet afirmou que “as imagens indicam que os passageiros se submeteram ao procedimento de estilo quanto à fiscalização pessoal”.
Moraes concordou e afirmou que não há “qualquer envolvimento dos referidos parlamentares com as apontadas condutas ilícitas que, supostamente, teriam sido praticadas por tripulantes da aeronave”.