Ler Resumo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segue como favorito na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2026, segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira. Em participação no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o diretor do instituto, Murilo Hidalgo, afirmou que o cenário eleitoral permanece praticamente estável mesmo após semanas marcadas por crises envolvendo aliados do governador e problemas administrativos no estado (este texto é um resumo do vídeo acima).

De acordo com a pesquisa, Tarcísio aparece com 47,3% das intenções de voto em um eventual primeiro turno contra o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que registra 33,5%. Em uma simulação de segundo turno, o governador teria 52,7% contra 37,6% do petista. Segundo Hidalgo, a estabilidade dos números é o principal dado político do levantamento. “Pouco mudou em relação à pesquisa de 30 dias atrás”, afirmou.

Por que as crises recentes não afetaram Tarcísio?

Durante o programa, Marcela Rahal destacou que o levantamento foi realizado após uma sequência de episódios negativos para o grupo político do governador, incluindo a greve da USP e o escândalo relacionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Mesmo assim, os números de Tarcísio permaneceram praticamente inalterados. “Nenhum desses fatos o abalou”, afirmou Hidalgo. Segundo o diretor do Paraná Pesquisas, o eleitorado paulista separa problemas envolvendo aliados da imagem pessoal do governador.

“Na política brasileira, para afetar hoje tem que atingir a pessoa, não os amigos”, disse. O diretor avaliou que o desgaste envolvendo Flávio ainda pode criar dificuldades futuras para Tarcísio, especialmente em uma eventual associação mais direta entre os dois durante a campanha presidencial. “Mais adiante fará com que ele não traga tanto o Flávio para perto da campanha dele”, afirmou.

Continua após a publicidade

Por que Haddad não consegue crescer?

Marcela questionou Hidalgo sobre as dificuldades enfrentadas por Fernando Haddad para avançar nas pesquisas mesmo em um cenário de desgaste da direita nacional. Segundo o diretor do instituto, o principal obstáculo enfrentado pelo ex-ministro é a elevada rejeição eleitoral. “A rejeição é muito alta”, afirmou.

Na avaliação do especialista, esse fator impede que o petista amplie sua base de apoio no estado. “O grande desafio do Haddad é diminuir a rejeição para que ele possa crescer futuramente”, disse.

A imagem do governo Lula pesa contra Haddad?

Durante a entrevista, Marcela lembrou que Haddad também carrega o desgaste econômico do governo Lula, especialmente após ter sido associado pela oposição à chamada “taxa das blusinhas”. Hidalgo concordou que a avaliação nacional do governo influencia diretamente o desempenho do ex-ministro em São Paulo.

Continua após a publicidade

Segundo ele, o cenário regional do estado ajuda a explicar as dificuldades do petista.“É no interior do estado onde o Tarcísio vai muito bem e o Haddad vai muito mal”, disse.

O interior paulista será decisivo em 2026?

Segundo Hidalgo, a diferença entre capital e interior explica boa parte da vantagem construída por Tarcísio nas pesquisas. Na capital e na região metropolitana, os dois adversários aparecem em situação mais equilibrada. “Em São Paulo e região metropolitana, ele está praticamente empatando com o governador Tarcísio”, afirmou, referindo-se a Haddad.

A ampla vantagem do atual governador surge justamente fora dos grandes centros urbanos. “Essa diferença se dá no interior do estado”, disse. O diagnóstico reforça uma tendência observada nas últimas eleições paulistas, em que o eleitorado do interior se consolidou como principal base eleitoral da direita no estado.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *