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Líderes republicanos no Senado dos Estados Unidos se preparam para abandonar uma proposta de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões, na cotação atual) destinada à segurança do novo salão de baile da Casa Branca idealizado pelo presidente Donald Trump, informou a imprensa americana nesta quinta-feira, 21.

O recuo ocorre em meio a críticas de congressistas do próprio partido e da oposição democrata, que transformaram o tema em alvo político antes das midterms, eleições que colocarão o controle do legislativo em jogo em novembro.

O líder da maioria republicana no Senado, John Thune, reconheceu na quarta-feira 20 haver dificuldades para garantir apoio suficiente ao pacote. Já o líder democrata, Chuck Schumer, afirmou que a pressão da opinião pública obrigou os republicanos a reconsiderarem a proposta.

O financiamento havia sido incluído em um pacote de cerca de US$ 70 bilhões (R$ 350,5 bilhões) voltado ao reforço do ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos, e do CBP, a patrulha de fronteira. Republicanos aliados de Trump tentaram aprovar o jabuti, mas enfrentaram resistência diante do temor de desgaste eleitoral devido ao preço elevado da obra.

Especialistas afirmam que tamanho investimento cairia mal entre os americanos devido à inflação e ao aumento do custo de vida no país, impulsionados pela alta na gasolina devido à guerra no Oriente Médio.

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“Presente para os EUA”

Nesta semana, Trump apresentou pessoalmente o processo de construção do salão, cuja reforma já deve consumir estimados US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) — orçamento que dobrou em relação à previsão inicial. Durante visita ao canteiro obras, acompanhado por jornalistas, o presidente afirmou que tudo está sendo financiado por ele e doadores privados. “Este é um presente para os Estados Unidos”, declarou.

O republicano também detalhou aspectos de segurança do projeto, afirmando que a estrutura contará com seis níveis subterrâneos destinados a instalações militares, centros de pesquisa e um hospital. 

“O salão de baile se torna um escudo que vai proteger totalmente o que está acontecendo lá embaixo”, disse Trump, acrescentando que drones “rebateriam” possíveis ataques a partir do telhado do salão.

O projeto ocupa o espaço da antiga Ala Leste da Casa Branca, demolida no ano passado para viabilizar a ideia trumpista, que segue envolvida em disputas judiciais devido a acusações de destruição de patrimônio histórico.



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