A Uefa anunciou na terça-feira (19) o banimento vitalício de Petr Vlachovsky, técnico tcheco de futebol feminino acusado de filmar secretamente suas jogadoras.
Segundo a imprensa da República Tcheca, o treinador foi condenado em maio de 2025 e recebeu inicialmente uma pena de um ano de prisão suspensa, além de uma proibição de cinco anos para atuar como treinador no país.
A punição ocorreu após ele filmar atletas do FC Slovacko nos vestiários. A mais jovem das jogadoras tinha 17 anos. De acordo com a acusação citada pela mídia local, Vlachovsky confessou o crime e demonstrou arrependimento.
Em comunicado, o Comitê de Controle, Ética e Disciplina da Uefa informou que decidiu banir Vlachovsky “de exercer qualquer atividade relacionada ao futebol por toda a vida”, após a nomeação de um inspetor de Ética e Disciplina para investigar as alegações de má conduta.
“A CEDB também decidiu solicitar à Fifa que amplie a punição em nível mundial e ordenar à Seleção Checa de Futebol a revogação da licença de treinador de Petr Vlachovsky”, acrescentou a entidade.
Vlachovsky também trabalhou anteriormente como treinador da seleção feminina sub-19 da República Tcheca.
“Este é um caso extremamente grave e perturbador, que veio à tona em 2023 e teve impacto significativo em nosso clube e, acima de tudo, nas jogadoras afetadas”, afirmou um porta-voz do FC Slovacko à Reuters.
“Desde o momento em que tomamos conhecimento das acusações, o clube agiu imediatamente, encerrou sua colaboração com o ex-treinador e cooperou com as autoridades competentes. Durante todo o processo, o clube se considerou parte prejudicada e tratou o caso com máxima seriedade, sensibilidade e respeito às pessoas afetadas”, acrescentou.
O porta-voz do clube afirmou ainda que a equipe não mantém contato com Vlachovsky. A Reuters informou que não conseguiu localizar o treinador nem seus representantes.
O sindicato mundial de jogadores FIFPRO elogiou o banimento e o pedido da Uefa para que a Fifa aplique uma suspensão internacional ao treinador.
“Esse desfecho envia uma mensagem forte e necessária de que comportamentos abusivos e inadequados não têm lugar no futebol e de que a proteção ao bem-estar dos atletas deve continuar sendo prioridade em todos os níveis do esporte”, afirmou a FIFPRO em nota.