Na segunda-feira (18), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmou que um médico americano que trabalha na República Democrática do Congo havia testado positivo para o Ebola.
Embora o órgão americano não tenha divulgado o nome do médico, a ONG Internacional Serge, uma organização de caráter missionário que atua ao redor do mundo, informou que um de seus médicos missionários cristãos, Dr. Peter Stafford, foi diagnosticado com a doença após apresentar “sintomas consistentes com o vírus”.
Segundo o CDC, Peter, que está sendo tratado na Alemanha, está em condição estável de saúde.
Quem é Peter Stafford?
Peter Stafford e a esposa, Rebekah, são médicos missionários atuantes na RD Congo. Eles se mudaram para a África em 2019 como parte do Programa Pós-Residência de dois anos da Samaritan’s Purse, onde viveram no Togo e na República Democrática do Congo. Após a conclusão do programa em 2021, eles se juntaram à ONG Serge.
Os Staffords se conheceram na faculdade de medicina da Universidade Estadual de Ohio. Casaram-se em 2013 e viveram em Lexington, Kentucky, por 5 anos, onde completaram programas de residência na Universidade de Kentucky: Peter em cirurgia geral e Rebekah em obstetrícia e ginecologia. O casal tem quatro filhos.
Enquanto estavam nos Estados Unidos, moraram em Richmond, Virgínia, onde Peter estava completando um programa de especialização avançada de um ano na Virginia Commonwealth University em cirurgia de queimaduras.
Rebekah Stafford e outro médico, que também atendiam pacientes na RD Congo quando o surto começou estão sendo monitorados quanto a sinais do vírus, mas atualmente seguem assintomátcios, segunda a ONG. Os filhos do casal também estão sendo monitorados.
Emergência de saúde pública de preocupação internacional
No domingo (18), a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou a epidemia de Ebola como uma “emergência de saúde pública de preocupação internacional”.
O surto ainda não atende aos critérios de uma “emergência pandêmica”, mas a OMS alertou que a alta taxa de positividade e o crescente número de casos e mortes nas zonas de saúde apontam para “um surto potencialmente muito maior”.
Até o momento, há mais de 130 mortes suspeitas e cerca de 600 casos suspeitos da doença.