A federação PSOL-Rede deve se reunir na próxima semana com o presidente estadual do PSB, Caio França, para discutir a disputa ao Senado no estado de São Paulo.

O encontro acontece em meio à disputa entre a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), pela segunda vaga ao Senado Federal no estado de São Paulo.

A federação busca um caminho para construir uma resolução consensual e unitária, mas não espera uma resolução imediata no encontro da próxima semana.

PSOL e Rede já se reuniram com PDT, PCdoB, PV e PT. Publicamente, o PDT declarou apoio à candidatura de Marina Silva na segunda-feira (11), quando o presidente estadual da sigla usou as redes sociais para reafirmar que “Marina Silva tem todas as credenciais para essa disputa”.

Na conversa com o PT, a sigla prometeu à federação neutralidade e cautela neste primeiro momento, mas não deu data para definir o nome que vai para a disputa.

No início de abril, Marina se colocou à disposição para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. Segundo a parlamentar, a decisão reafirmava “o compromisso pela reeleição do presidente Lula” e pela consolidação de uma frente democrática no estado, com apoio a Fernando Haddad.

Depois, o partido Rede Sustentabilidade oficializou apoio à candidatura de Marina Silva ao cargo. A decisão foi anunciada pelo Diretório Estadual da sigla no estado, após um período de indefinição que chegou a gerar especulações sobre uma possível saída da ex-ministra da legenda.

A outra cadeira no estado deve ficar com a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), que anunciou a pré-candidatura à Câmara Alta em março.

Na terça-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em São Paulo para cumprir duas agendas na área de construção civil e de mobilidade. Em ambas as ocasiões, Lula dividiu o palco com Marina e Tebet, sem a presença de Márcio França.

Na agenda da tarde, após brincar sobre motoristas se organizarem para “bater nas portas” de ministros, Lula começou a citar autoridades presentes no palco. Ao apontar para Janja, a primeira-dama desviou da interação em tom descontraído, levando o presidente a responder: “Só não mexam com a Janja. Não mexam”.

Na sequência, Lula emendou: “E nem com a Simone e com a Marina. O que vocês podem fazer com elas um dia é dar voto para as duas. Um dia.”



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