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O presidente do Chile, José Antonio Kast, demitiu as ministras da Segurança, Trinidad Steinert, e da Secretaria-Geral do Governo, Mara Sedini, na terça-feira 19, menos de três meses após o início do seu governo. Steinert e Sedini eram duas das integrantes do gabinete com pior avaliação, segundo pesquisas recentes.
O líder de extrema direita afirmou que decidiu fazer o ajuste “com base no senso de urgência” que o país enfrenta atualmente e “na necessidade de responder às tarefas que o Chile me confiou”.
“Eu não esperava fazer essa mudança no gabinete. Não era o que eu tinha em mente para esta fase de governo”, disse Kast na cerimônia de posse dos novos ministros.
O ex-ministro de Obras Públicas, Martín Arrau, assumiu a pasta de Segurança Pública, enquanto o ministro do Interior, Claudio Alvarado Andrade, ficará responsável também pela Secretaria-Geral do Governo.
“Tivemos que tomar medidas impopulares, e isso atinge qualquer governo, mas as tomamos com convicção. É essencial arrumar a casa e é o que temos feito esse tempo, para que os investidores voltem a confiar no Chile”, acrescentou Kast.
Linha dura contra o crime
A reformulação ministerial mais rápida desde o retorno à democracia após o fim da ditadura de Augusto Pinochet em 1990 ocorre em meio à queda de popularidade do governo pela falta de resultados rápidos em sua promessa de uma abordagem “linha dura” contra o crime no país.
A última pesquisa semanal do Cadem registrou uma taxa de desaprovação de 57% do presidente chileno, e uma taxa de aprovação de 36%, a mais baixa desde que ele chegou ao poder.
Nos últimos dias, a ex-ministra de Segurança Pública foi criticada por diferentes setores políticos por não ter um plano de segurança concreto para o Chile — o que foi uma das principais promessas de campanha de Kast.
“Não se esperava a exigência de um plano de segurança estruturado e concreto”, disse Steinert na última sexta-feira em entrevista à Rádio Agricultura.